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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 104

- O que seria esta parte sinalizada como “pagamento”? – Gabe questionou.

- Como você tem uma profissão, cada vez que passar sobre a casa verde escrito “pagamento” receberá o valor do seu salário mensal.

- Hum – ficou olhando para o tabuleiro, pensativo – Jorel, será que pode vender a si mesmo em troca de um pagamento em dobro?

Jorel ficou encarando-o, confuso. Abriu a boca para responder, mas pareceu hesitar.

- Não pode vender a si mesmo nem a sua esposa ou esposo. – Rael sabia das regras do jogo.

- Meu irmão se vende por mesadas em dobro... Até mesmo para ferir pessoas. – Gabe sorriu, olhando de forma sarcástica para o irmão.

- Ferir pessoas... – Rita franziu a testa – Você sabe o que significa isto, Gabe Clifford?

Rael tossiu, tentando amenizar a situação que começava a se criar.

- Por que não tenta ser mais claro, Gabe? – Jorel desafiou-o, recostando-se para trás na cadeira, de forma tranquila.

- No passeio que fez de jet ski com a minha esposa, disse a ela que fez um trato comigo que casaria e a trairia em troca de um aumento de mesada?

O silêncio se fez presente, de forma a quase ser possível ouvir se um fio de cabelo caísse no chão.

- Ele voltou atrás no trato... Afinal, casei com você. – Deixei claro.

- O que seria um simples aumento de mesada em troca de um coração partido? – Jorel riu e pegou minha mão – A parte boa é que nosso chuchu me perdoou... Tanto que mesmo não casando comigo, leva meu nome na aliança. – Deu um beijo na aliança que adornava meu dedo anelar.

- Nunca mais ser refira à “minha” esposa como “nossa”, em qualquer situação! – Gabe falou entredentes, levantando-se, furioso.

Rael tocou o ombro de Gabe e disse, de forma tranquila:

- Gabe, vamos jogar. É divertido... Você vai gostar.

Senti meu coração acelerar e não soube ao certo como agir. Claro que minha intenção foi fazer ciúme em Gabe, mas ao mesmo tempo eu não queria que Jorel se prejudicasse por minha culpa. Era nítido que a relação nada boa entre eles poderia piorar ainda mais

- Você nunca jogou este jogo, Gabe? – Isabelle perguntou.

Gabe riu:

- Eu joguei o jogo da vida desde que nasci... Mas ele era real. Enquanto crianças normais jogavam, eu aprendia a fazer cálculos reais e contava cédulas de dinheiro para o meu pai. Meu objetivo sempre foi chegar no fim – colocou a mão na casa final do tabuleiro – Sendo o vencedor.

- Neste jogo nem sempre quem faz o percurso primeiro é o vencedor. – Rita deixou claro.

- Me ensinaram que chegar aqui sem ser o mais rico não valia de nada. Então... – retirou os peões que estavam na linha de chegada – Aprendi que devia tirar do caminho tudo que poderia me atrapalhar e cortar percursos para chegar antes... E da melhor forma possível.

- E os contratempos do caminho? – Perguntei.

- “Você é homem, Gabe! Homem não lamenta. Homem não chora. Homem não sofre. Isto é coisa de mulher” – Jorel falou, olhando para o irmão, parecendo ser levado para um tempo distante.

- Homem não tem contratempos – Gabe completou.

- Que coisa machista! – Opinei.

- Difícil era convencer o nosso pai de qualquer coisa – Jorel explicou – Lembro pouco dele, mas o “Você é homem, Gabe...” – imitou a voz masculina de forma grossa, rindo – Ficou na minha mente.

Mordi o lábio, certa de que a história dos Clifford ia muito além do que eu sabia. Pelo visto não era só o meu passado que ficou para trás, enterrado. Gabe Clifford também preferiu deixar o dele num lugar bem escondido.

- Vou jogar – Gabe decidiu – Embora seja a primeira vez que eu faça isto na vida, sei que vou me sair bem. – Se vangloriou.

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