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A DOCE VINGANÇA DO CEO SEM CORAÇÃO - IMPÉRIO CLIFFORD I romance Capítulo 103

Senti minhas pernas amolecerem e o sol me fazer mal instantaneamente. Por que porra aquilo me doeu tanto? Se pudesse, eu me jogava num buraco profundo naquela areia e não sei se levantava novamente. Foi como se naquele exato momento o iceberg me atingisse, partindo meu casco devagar, de fora a fora... Eu sentia exatamente a dor de estar sendo dividida em pedaços.

Olhei para Gabe, que parecia tentar encontrar uma palavra para me dizer, mesmo sabendo que não havia nenhuma que diminuísse minha sensação de ter sido enganada.

Então Mônica era verdade. A mulher da vida de Gabe. E por que ele não me contou a verdade? Por que mentiu que o relógio era importante por ter sido dado pela mãe? Achou que se tivesse sido dado por uma mulher eu não tentaria resgatá-lo?

E no fim ele estaria certo, porque realmente eu não tentaria pegar o relógio de volta se pertencesse à uma de suas vagabundas... Principalmente a vagabunda preferida.

Minha madrasta e Rita saíram da água e se juntaram a nós. Mesmo atordoada, percebi o olhar de Rael sobre a minha irmã. E era um olhar de interesse. Minha irmã era linda e não passou despercebida para o amigo de Gabe.

- Rael, esta é minha madrasta, Rose – apresentei-os – E está e minha...

Antes que eu terminasse, Rita se apresentou:

- Sou Rita, a irmã prostituta de Olívia – sorriu e lhe ofereceu a mão – Se tiver sorte, fodo com você sem cobrar neste final de semana. Aliás – olhou para Gabe – Verificou o quanto eu cobro por programa? Já deixou seu amigo à par dos valores? – Ela não sorriu. E percebi toda sua mágoa naquelas palavras.

Dizendo aquilo Rita saiu, indo em direção à casa. O silêncio se fez no local, sendo que o único som era o da água batendo na areia e o vento zunindo nos nossos ouvidos.

Não imaginei que a aparição de Rael fosse fazer a situação ficar ainda pior.

O dia passou rápido e interessante, dentro do possível. E foi impossível não reparar os olhares de Rael para minha irmã.

Eu optei por ficar o mais afastada possível de Gabe, sendo que a conexão que eu tinha com Jorel era espontânea, nada forçada. Tínhamos muito em comum.

Gabe, por sua vez, não tinha na frente dos demais a mesma forma de tratamento comigo que usou quando estávamos no lago, sobre o jet ski. Vez ou outra demonstrava um ciúme, algo que não conseguia controlar, mas não dava o braço a torcer e talvez jamais admitisse que se importava ou gostava de mim.

Papai fez as refeições conosco e procurou ficar afastado o máximo de tempo que deu. Não parecia nada a vontade com toda a situação e me senti arrependida de ter aceitado aquela palhaçada, sabendo que a intenção de Gabe nunca foi boa. Por fim, pelo menos a acompanhante paga foi mandada embora. E ao menos Gabe admitiu, algo que jamais imaginei que faria. Aliás, eu ainda nem entendia porque ele havia me contado a verdade.

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