Na padaria, o sino da porta tocou quando Liana entrou e o cheiro de pão quente foi como um abraço.
Ali era diferente, era só ela, não uma mate, não uma “escolhida”.
Só Liana.
Babi já estava atrás do balcão, com o avental amarrado, o cabelo preso e uma expressão estranha no rosto.
E Mason…
Mason estava sentado numa das mesas, tomando café como se fosse normal estar ali.
Liana entrou devagar, encarando a cena com os olhos semicerrados.
Babi viu ela na hora e veio rápido, agarrando o braço dela como se precisasse de apoio.
— Lili — ela sussurrou, puxando a amiga pra mais perto. — A gente precisa conversar AGORA!
Liana olhou de relance para Mason, que fingia que nem estava prestando atenção, mas ela sentiu o olhar dele de canto, atento.
— O que ele tá fazendo aqui? Você não achava ele um maluco psicopata?
Babi ficou vermelha, as bochechas corando e as orelhas ardendo enquanto ela mordia o lábio, tentando não parecer tão envergonhada quanto estava.
E Liana já entendeu tudo antes mesmo dela falar.
— Babi… — Liana arregalou os olhos. — Mentira!
— É verdade — Babi sussurrou, desesperada. — Ai meu Deus, eu fiz isso mesmo!
Liana puxou ela para trás do balcão.
— Você dormiu com ele?!
Babi fechou os olhos e assentiu, como se admitir em voz alta fosse pior do que fazer, falando num gritinho sussurrado, como quem tenta segurar a ansiedade.
— EU DORMI COM ELE!
Liana ficou alguns segundos processando, depois abriu um sorriso involuntário.
— Caralho… Isso era a última coisa que eu esperava.
Babi olhou pra ela ofendida.
— Você tá rindo?!
— Eu tô chocada! — Liana respondeu, segurando o riso. — Mas… você tá bem? Foi… Sei lá, legal?
Babi mordeu o lábio, a voz baixando e a expressão ficando maliciosa ao lembrar daquela noite.
— Eu tô… muito bem… Foi disparado o melhor sexo da minha vida amiga!
E foi a vez de Liana arregalar os olhos de novo.
— BABI!
— O quê?! — ela sussurrou, quase gritando. — O cara é um maluco, mas… porra… ele sabe usar a boca… E todo o resto!
Liana tapou a boca com a mão.
— Ai meu Deus…
— Não me julga! — Babi apontou o dedo. — Você transou no banheiro da boate com um bilionário, não tem esse direito!
Liana congelou.
— Cala a boca!
— Então fica quietinha você também — Babi retrucou, rindo.
As duas se encararam por um segundo.
E então riram.

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