Entrar Via

A babá sequestrada pelo alfa romance Capítulo 11

Kian foi o primeiro a alcançá-los, ele surgiu correndo entre as árvores, o rosto sujo de terra, os olhos arregalados de medo, e quando viu Dante estendido no chão, coberto de sangue, soltou um grito desesperado que atravessou a floresta.

— PAPI!

Liana puxou o menino para junto de si antes que ele se jogasse sobre o corpo do pai. Dante estava imóvel, pálido, o sangue escorria lento, escuro, manchando a terra.

— Ele… ele vai acordar — Liana murmurou, mais para si mesma do que para Kian. — Ele vai…

Os seguranças chegaram logo atrás, seus rostos sérios encarando a situação do alfa com uma ponta de pavor, todos sabiam que só uma pessoa podia ter feito aquilo.

Anton.

Um gemido fraco escapou de seus lábios.

A mão dele se fechou de repente, apertando com força a blusa dela, segurando-a como podia, mesmo desacordado, mesmo fraco.

— Não… — ele murmurou, a voz quase inaudível. — Não foge…

O pedido acertou em cheio o coração da ruiva.

Ela congelou.

— Eu… eu tô aqui — respondeu, a voz falhando. — Não vou a lugar nenhum agora. — mas agora, principalmente agora, depois de tudo o que viu, não sabia se poderia cumprir aquela promessa.

No entanto, por algum motivo, queria tentar.

Os homens trocaram olhares tensos, mas não ousaram forçar a mão dele a soltá-la. Com cuidado, ergueram Dante começaram a andar.

O caminho de volta até a alcateia foi silencioso e, quando atravessaram os portões, a notícia já havia se espalhado. Lobos surgiam de todos os lados, alguns em forma humana, outros ainda semi-transformados, todos observando com expressões fechadas, desconfiadas, hostis.

Os olhares recaíam sobre Liana como facas.

— Foi culpa dela…

— A humana trouxe isso…

— Quase perdemos nosso alfa por causa dela…

Liana sentia cada olhar cravar na pele.

Sandra apareceu entre a multidão como um raio, ela correu até Dante assim que o viu sendo carregado, o rosto cheio de pânico.

— Dante! — gritou, agarrando o braço dele. — Minha deusa… o que fizeram com você?!

Olhou para o sangue, para os ferimentos, e então se virou para Liana, os olhos cheios de lágrimas e ódio.

— OLHA O QUE VOCÊ FEZ! — gritou. — OLHA PRA ELE! ELE QUASE MORREU POR SUA CAUSA!

Liana abriu a boca para responder, mas as palavras não saíram. O choque, o medo, o cansaço… tudo parecia pesado demais.

— Se afaste — um dos seguranças disse, puxando Sandra para o lado. — Ele precisa ir para o hospital da alcateia.

Sandra resistiu apenas o suficiente para parecer desesperada.

— Isso não vai ficar assim — ela sibilou para Liana, enquanto era afastada. — Você vai pagar!

Mason chegou correndo pelo caminho de pedra e, quando viu Dante naquele estado, empalideceu.

— Que porra aconteceu aqui?! — exigiu, aproximando-se de Liana com passos duros.

— Foi um lobo ruivo — Liana respondeu, a voz firme apesar do tremor. — Ele me atacou... Dante…

— CALA A BOCA! — Mason rosnou, avançando um passo, pronto para castigar a humana que parecia ser a ausa de todos os problemas que tinham nos últimos dias. — Você não tem o direito de falar o nome dele!

Mas, antes que Mason pudesse dizer mais alguma coisa, Kian se colocou na frente de Liana, os braços abertos, o corpinho pequeno tremendo.

— Não fala assim com ela! — ele gritou. — A titia salvou Kian! O lobo mau queria me pegar!

O silêncio caiu.

Mason encarou o menino por alguns segundos longos.

— Kian… saia da frente — ele disse, tentando controlar a voz.

— Não! — Kian chorou. — Você não vai machucar a titia Liana!

Algo no rosto de Mason endureceu ainda mais.

— Depois que cuidarmos do alfa — ele disse, apontando para Liana —, eu mesmo vou resolver o que fazer com você… E você não vai gostar.

Liana sentiu o sangue ferver.

— Eu também não gostei de quase morrer — retrucou, a voz afiada apesar do medo. — Nem de ver ele quase morrer tentando salvar a mim e ao filho dele!

Mason cerrou os dentes, claramente lutando contra o impulso de fazer algo ali mesmo.

— Leva o menino — ordenou a um dos seguranças da alcateia. — E tire essa humana da minha frente antes que…

— Eu vou com ela! — Kian gritou.

Sem esperar resposta, ele agarrou a mão de Liana e começou a puxá-la, arrastando-a pelos corredores da mansão.

— Vem — ele disse, chorando. — Fica comigo, titia.

***

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá sequestrada pelo alfa