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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 87

“Ivy Collins”

A porta do apartamento da Tiffany se fecha com um clique suave, mas que ecoa como um tiro na minha cabeça.

Solto a mala no chão e me encosto na parede, sentindo as pernas cederem. Deslizo até o chão, abraçando os joelhos contra o peito, e finalmente deixo as lágrimas caírem.

Todas elas.

Ouço passos, mas não me preocupo em levantar a cabeça.

— Meu Deus — Tiffany sussurra, correndo até mim. — O que aconteceu?

Não consigo responder. Só consigo chorar, soluçar, sentir o peso esmagador de tudo que aconteceu.

Tiffany se senta ao meu lado e me puxa para um abraço apertado.

— Respira, Ivy — ela murmura, passando a mão nos meus cabelos. — Respira. Estou aqui.

Levo alguns minutos até conseguir controlar a respiração, até formar palavras que façam sentido.

— Eu… ela me acusou de roubar — consigo dizer, com a voz embargada. — Na frente de todo mundo.

— O quê? — murmura, confusa. — Quem?

— Blair — respondo, me afastando um pouco e limpando o rosto. — Ela disse que roubei os brincos dela. Encontraram no meu quarto.

— Mas isso é loucura! Você nunca…

— Eu não peguei nada — corto, sentindo as lágrimas voltarem. — Mas ela… chamou todo mundo. Os seguranças, a governanta, os funcionários. E quando acharam os brincos debaixo do meu travesseiro, ela…

Minha voz falha, e Tiffany aperta minha mão, furiosa.

— Aquela vaca armou tudo — ela sibila. — Óbvio que foi armação!

— Foi — concordo, balançando a cabeça. — Mas não tinha como provar. E Oliver estava lá, Tiff. Ele viu tudo. Ele me viu sendo acusada, chorando, e…

Não consigo continuar.

A imagem de Oliver se agarrando a mim, chorando, implorando para eu não ir embora, me parte ao meio.

— Eu sabia que aquela mulher era um monstro — Tiffany murmura, me puxando para outro abraço.

Ficamos assim por um tempo, em silêncio, até que minha respiração finalmente se acalma.

— O Lucas sabe? — pergunta, hesitante.

— Ele não estava em casa — respondo, enxugando o rosto. — Teve uma reunião e precisou ir para a empresa.

— Então, liga para ele! — Ela insiste, pegando meu celular da bolsa. — Conta o que aconteceu! Ele vai…

— Não — a interrompo, pegando o celular de volta. — Não agora. Só preciso de um tempo, Tiff. Preciso respirar. Processar. Eu… não consigo falar com ele agora.

Tiffany me observa, claramente dividida entre respeitar meu pedido e ligar para Lucas imediatamente.

Finalmente, ela suspira.

— Tá bom — concorda, a contragosto. — Mas você sabe que ele vai te procurar. Assim que souber o que aconteceu, ele vai.

— Eu sei.

E é exatamente por isso que desligo o celular.

Tiffany se levanta, me ajuda a ficar de pé e me leva até o sofá.

— Vou fazer um chá — ela diz, indo para a cozinha. — E você vai me contar tudo. Desde o começo.

Enquanto ela mexe nas panelas, conto cada detalhe. A acusação. A humilhação. A busca nos quartos. Blair sacudindo os brincos na minha cara. Oliver chorando. A ameaça de chamar a polícia.

E a escolha impossível: sair por vontade própria ou ser presa.

Ela dá tapinhas no sofá ao lado dela, e me sento, tentando assistir ao reality show idiota que passa.

Mas minha cabeça está longe.

Está em Oliver. Me pergunto se ele está bem, se entende o que aconteceu. Se ele me odeia agora.

Está em Lucas, imaginando o que ele vai pensar quando souber. Se ele vai acreditar que eu roubei.

Balanço a cabeça, afastando os pensamentos.

— Ele não acreditaria nisso — Tiffany diz, como se estivesse lendo minha mente.

Olho para ela, surpresa.

— O quê?

— Lucas — ela esclarece, me encarando. — Ele não acreditaria que você roubou. Nem por um segundo.

Sinto o peito apertar.

— Vou conversar com ele, prometo — murmuro, baixo. — Só preciso… digerir tudo primeiro.

— Eu sei — diz, apertando minha mão. — E eu respeito isso. Mas amanhã você vai ter que enfrentar tudo, Ivy. Porque fugir não vai resolver nada.

Assinto, sabendo que ela está certa.

Mas, por ora, prefiro ficar aqui, escondida do mundo. Preciso processar tudo. Me acalmar. Esquecer os olhares acusatórios que recebi ao deixar a mansão.

Preciso decidir se vale a pena passar por tudo isso.

Porque sei que isso é só o começo. O começo dos problemas que vou ter de enfrentar por ter escolhido um homem totalmente inacessível.

O preço de ter escolhido ele.

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