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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 86

Ela me encara em silêncio, com o queixo erguido, desafiador.

Mas vejo a hesitação nos olhos dela.

— Você entrou no quarto dela ou pagou alguém para fazer isso?

O silêncio.

Então, finalmente, Blair solta uma risada curta.

— A Rosa é muito eficiente — diz, dando de ombros. — E muito… ambiciosa.

— Você comprou uma funcionária para armar esse circo — murmuro, incrédulo.

— Eu não comprei ninguém — rebate, revirando os olhos. — Só dei um pequeno… incentivo para ela me ajudar. Por bem, ou por mal. Afinal, ela tem três filhos para sustentar.

Fecho os olhos, respirando fundo.

— Você é desprezível.

— Eu protegi minha família! — ela grita, apontando o dedo para mim. — Você acha que eu ia ficar parada enquanto aquela garota destruía tudo o que construímos?

— Não construímos porra nenhuma, Blair. Só mentiras e você sabe disso.

— E mesmo assim funcionou por anos! — ela rebate. — Até você ameaçar tudo por uma babá!

Blair ri, tocando o indicador no meu peito.

— Fiz o necessário para me livrar de uma ameaça — continua, seca. — E se você estiver pensando em trazê-la de volta, vou à polícia. Vou prestar queixa contra ela.

— Você não faria isso — digo, me afastando do toque dela.

— Me teste, Lucas! Tenho todos os funcionários como testemunhas do roubo. Vou processá-la e destruir qualquer chance que ela tenha de arrumar outro emprego. Vou fazer da vida dessa garota um inferno.

Ela me encara, com os olhos faiscando de raiva.

— Então você escolhe: ou tenta consertar o que fiz e te juro que destruo a vida dela… ou você deixa tudo como está. Pelo bem da imagem da nossa família.

A observo por um momento, percorrendo o olhar pelo rosto dela como se eu estivesse vendo algo… pequeno. Patético.

— Esse era seu plano desde o início? — murmuro, balançando a cabeça, quase divertido. — Você arma tudo isso, fode uma pessoa inocente, traumatiza meu filho… pra tentar me colocar contra a parede?

Solto uma risada baixa. Sem humor algum.

— Você realmente acha que pode jogar comigo, Blair?

— Foi você quem me obrigou a jogar esse jogo, Lucas. Com minhas próprias cartas.

— Eu não te obriguei a jogar nada — respondo, cruzando os braços. — Porque você nunca conseguiria vencer esse jogo.

— Do que você está falando? — pergunta, confusa.

— Estou falando do divórcio, Blair.

Blair paralisa, boquiaberta. Pela primeira vez desde que a conheço, vejo o pânico cruzar seu rosto.

— Você… você não pode fazer isso — gagueja. — Vamos conversar sobre isso. Prometo que…

— Não há nada para conversar — corto, firme. — Os papéis já estão em andamento. Acabou, Blair. Isso já foi longe demais.

— Se você fizer isso, vou destruir você — ameaça, quase gritando. — Vou contar para todo mundo sobre você e aquela garota. Vou deixar claro que você mantém a babá como amante.

— Se você tentar mais alguma coisa contra a Ivy, vou tornar público o nosso divórcio. Hoje mesmo.

— E eu quero que o divórcio seja… discreto — acrescenta. — Só tornaremos público quando tudo estiver resolvido.

— Enquanto você se comportar, será — respondo, exausto. — A custódia de Oliver fica comigo.

— Você acha que vou deixar você levar meu filho? — pergunta, soltando uma risada seca. — O que acha que vão pensar quando souberem disso?

— Não me importa — respondo, dando de ombros. — Mas isso é inegociável. Não vou deixar meu filho com alguém que nunca fez questão dele.

Ela abre a boca para rebater, mas as palavras morrem na garganta. Porque sabe que é verdade.

Que nunca quis realmente ser mãe.

— Oliver fica comigo — repito, mais firme. — Você pode visitá-lo quando quiser tirar suas fotos e fingir ser a mãe perfeita no I*******m. Mas ele fica comigo.

Blair me encara em silêncio, com os olhos marejados de lágrimas que não vão cair. Então se vira e vai até a porta.

— Você vai se arrepender disso — ela murmura, abrindo a porta. — Espero que ela realmente valha a pena.

— Vale — digo, sem hesitar. — Mais do que você jamais valeu.

Blair aperta os lábios, sai e b**e a porta com força.

Solto um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto.

Acabou.

Finalmente acabou.

Agora preciso encontrar a minha mulher.

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