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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 81

A mansão dos Sinclair é exatamente o tipo de lugar que eu imaginava: elegante e intimidadora. Tudo é perfeitamente simétrico, perfeitamente planejado.

Perfeitamente… sem vida.

O carro estaciona diante da escadaria de mármore, e Blair é a primeira a descer, ajeitando a bolsa no ombro como se estivesse chegando a um evento de gala.

Lucas desce logo atrás, segurando a mão de Oliver. Eu sou a última, alisando a saia do uniforme e me lembrando do meu papel hoje: a babá.

Nada mais.

Subo os degraus atrás deles, mantendo a distância que me foi imposta. Assim que entramos, Diana vem ao nosso encontro.

— Filho, Blair! — ela exclama, com um sorriso impecável. — Que bom que chegaram.

Ela abraça Lucas primeiro, depois Blair, e se abaixa para beijar Oliver no rosto.

Quando seus olhos param em mim, ela me analisa de cima a baixo. O olhar desce lentamente pelo meu uniforme, demorando nos detalhes, avaliando.

Por sorte, ela não comenta nada. Apenas ergue levemente uma sobrancelha e volta a atenção para o filho.

— Seu pai está na sala com alguns convidados — diz, ajeitando o colar de pérolas. — Harrison Caldwell acabou de chegar. Vá cumprimentá-lo.

Lucas assente, mas antes de ir, me encara por um segundo. Seus olhos ainda carregam aquela fúria contida, escura, perigosa.

Até quando ele vai conseguir segurar isso?

Ele se vira e segue Diana. Blair o acompanha sem sequer olhar para trás, deixando Oliver e eu para trás no meio do hall.

Respiro fundo e observo o ambiente. Pessoas conversam em pequenos grupos, taças de champanhe nas mãos, risadas controladas, roupas caras.

Todos parecem pertencer a esse mundo.

Menos eu.

— Vem, astronauta — murmuro, apertando a mão de Oliver. — Vamos achar um lugar para você brincar.

Caminhamos pelo corredor até chegar a uma sala ampla, decorada com pinturas caras expostas nas paredes.

Sento em um sofá no canto, e Oliver logo se j**a no tapete, tira os dinossauros da mochila e começa a montar batalhas épicas.

Observo ao redor. Pessoas riem, brindam, falam sobre negócios, viagens, números absurdos.

Ninguém olha para mim.

E, sinceramente, prefiro assim.

Por alguns minutos, fico apenas assistindo ao T-Rex derrotar um Velociraptor, quando ouço passos se aproximando.

— Ivy!

Me viro e vejo Sophia vindo na minha direção, deslumbrante em um vestido vermelho que parece ter sido feito para causar impacto.

— Oi, tia Sophia! — Oliver grita, largando os dinossauros e correndo até ela.

Sophia se abaixa e o envolve em um abraço apertado.

— Oi, campeão! — diz, beijando a cabeça dele. — Você está lindo. Esse terninho ficou perfeito.

Oliver se enche de orgulho e volta correndo para o tapete.

Sophia se senta ao meu lado no sofá. Mas, quando me observa com mais atenção, o sorriso dela diminui.

— Por que você está de uniforme? — sussurra, franzindo as sobrancelhas.

— Estou a trabalho — respondo, baixo.

— Ivy… — ela insiste. — O Lucas não te deu o vestido?

— Deu.

— Então, por que…

Desvio o olhar rapidamente, sentindo o coração acelerado.

— Ivy! — Oliver chama, levantando um dinossauro. — Tô com sede. Quero água.

— Claro, astronauta. Vou buscar.

Agradeço mentalmente pela desculpa, peço licença a Eric e me levanto.

Alguns garçons passam com bandejas de taças e drinks, mas nenhum com água.

Ótimo.

Sigo um deles até a cozinha e, quando finalmente consigo um copo, volto para o corredor. E quase esbarro em alguém.

Lucas.

Ele me puxa para o lado, para fora dos olhos das pessoas, e me encara com uma intensidade que me faz perder o fôlego.

— O que aconteceu? — pergunta, baixo. — Por que você está de uniforme?

Fecho os olhos por um segundo, sentindo as lágrimas ameaçando cair novamente.

— Porque a Blair disse que eu precisava me colocar no meu lugar — murmuro, encarando-o. — E esse é o meu lugar, não é? A babá. Nada mais.

A mandíbula dele se fecha de um jeito perigoso.

— Ela não tinha o direito de… — ele começa, mas uma voz feminina nos interrompe.

— O que vocês dois estão fazendo aqui, escondidos?

Viro a cabeça e encontro Diana parada atrás de nós, com a sobrancelha arqueada e um sorriso calculado nos lábios.

Meu coração dispara.

E, pelo jeito que ela nos observa… talvez isso não termine nada bem.

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