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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 57

Suspiro, encarando minha amiga, que continua me olhando com aquela expressão de quem não vai me deixar sair daqui sem contar tudo.

— Então? — Ela pressiona, arqueando a sobrancelha. — Vai fingir que aquela foto não existe? Que você não estava literalmente nos braços do nosso chefe?

Passo a mão pelo rosto, exausta.

— Tiff…

— Não me venha com “Tiff” — ela me interrompe, apontando o dedo para mim. — Eu te conheço, Ivy. E sei quando você está escondendo algo. Então, desembucha. Porque, pelo pouco que sei, Lucas Sinclair não é conhecido por abraçar pessoas. Especialmente… funcionárias.

Mordo o lábio, sentindo o estômago embrulhar forte.

Quero falar. Preciso falar.

Preciso dividir isso com alguém antes que eu enlouqueça de vez. A vontade de contar é tanta que chega a doer.

Mas o contrato de confidencialidade ecoa na minha cabeça, me lembrando das consequências se eu abrir a boca.

— Ivy, sou sua amiga — Tiffany insiste, se sentando ao meu lado. — Então, seja lá o que for, você pode me contar.

Respiro fundo, fechando os olhos por um segundo.

— Se eu contar… você promete que não vai sair falando para ninguém?

— Claro. Prometo — responde rápido, agora claramente preocupada. — O que aconteceu?

— Eu… a gente se envolveu — confesso, baixinho. — Lucas e eu.

Quando abro os olhos, Tiffany me encara como se eu tivesse acabado de confessar que matei o gato da vizinha e enterrei no quintal.

— Vocês… — começa, mas a frase morre no meio do caminho. Ela pisca algumas vezes, tentando processar. — Espera. Vocês… se envolveram como?

— Nós nos beijamos. Mais de uma vez. E quase… — paro, sentindo o rosto esquentar. — Quase fomos além.

Ela fica em silêncio por um longo momento. Então leva a mão à boca e arregala os olhos de novo.

— Espera — diz, devagar. — Você e Lucas Sinclair… o nosso chefe… se beijaram?

Assinto, sem conseguir olhar para ela.

— Meu Deus, Ivy! — exclama, levantando as mãos. — Desde quando?

— Desde… aquela noite na boate — admito, finalmente levantando os olhos.

Tiffany franze as sobrancelhas.

— Boate… — repete, pensativa. Então arregala os olhos, lembrando. — Ahh! Aquela noite em que você sumiu e depois ficou toda misteriosa sobre o cara que te levou para a área VIP?

— Aquele cara era… o Lucas — murmuro, suspirando. — E só descobri dois dias depois, quando fui fazer a entrevista para a vaga de babá.

— Meu Deus! — ela exclama, se levantando do sofá. — Ivy! E… por que você nunca me contou?

— Ele me usou até cansar. E quando nos viram juntos, me descartou como se eu não fosse nada — ela diz, com a voz tremendo de leve. — Ainda teve a audácia de me demitir e dizer que fui eu quem me joguei em cima dele. Que eu era interesseira.

Engulo em seco.

— Homens poderosos nunca assumem a culpa, Ivy — Tiffany continua, sem piscar. — Nunca. Porque eles têm dinheiro, influência… E nós não temos nada. Então, quando a merda bater no ventilador, quem você acha que vai ser culpada?

— Eu — sussurro.

— Exatamente — ela confirma, soltando minha mão e se recostando no sofá. — E não para por aí. Se alguém descobrir… Ivy, você vai sair como a amante. A aproveitadora. A destruidora de lares. Não importa o que realmente aconteceu. Não importa se foi ele quem começou, se ele te perseguiu. A culpa vai cair no seu colo.

Fecho os olhos, sentindo as lágrimas queimarem. Porque ela está certa.

Completamente certa.

— E a Blair? — Ela pergunta. — Ela sabe?

— Acho que desconfia — respondo, abrindo os olhos. — Ela quer me demitir e só não fez ainda porque ele não deixou. Lucas disse que é ele quem decide, mas… não sei até quando isso a impedirá de fazer algo.

— Ivy, eu te amo, tá? — diz, pegando minha mão de novo. — Mas você precisa pensar muito bem no que está fazendo. Isso pode te destruir. Sua reputação, sua carreira, sua vida. Tudo.

— Eu sei — sussurro, a voz falhando. — Mas não sei como parar, Tiff. Não sei como simplesmente… esquecer.

Ela me puxa para um abraço apertado, e finalmente deixo as lágrimas caírem.

— Você não precisa esquecer — murmura, passando a mão pelas minhas costas. — Você precisa decidir se vale a pena. Se ficar com ele, sabendo que pode acabar mal, vale todo esse risco. Porque, Ivy… esse tipo de história quase nunca termina bem pra gente.

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