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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 49

Meu coração dispara e tento me afastar, mas as mãos de Lucas continuam firmes na minha cintura, me mantendo no lugar.

— O que foi isso? — sussurro, assustada.

— Provavelmente alguma janela — responde, nem um pouco preocupado.

— Alguma janela? — repito, incrédula. — Lucas, pode ser alguém. Pode ser a Blair.

— Não tem como ser a Blair — responde, se afastando só para me encarar.

Franzo as sobrancelhas.

— Como assim? Você disse que ela foi embora antes da gente.

— Ela foi para um spa em Litchfield. Só volta na segunda-feira.

Fico parada, processando a informação.

— Então… somos só nós três na casa? — pergunto, devagar.

— Exatamente.

Solto uma risada curta, sem humor, descendo da mesa e ajeitando a roupa.

Claro que Blair não estaria em casa. Nenhum homem se arriscaria assim com a esposa por perto.

E, de novo, fui burra o suficiente para me deixar levar. Por que fico tão inconsequente quando estou perto dele?

— Está explicado por que você está tão tranquilo — murmuro, virando para encará-lo. — Você sabe que não corre o risco da sua esposa nos flagrar.

— Quase te fodi em Greenwich, com toda a minha família por perto — ele rebate, erguendo uma sobrancelha. — Acha mesmo que Blair estar aqui me impediria de te trazer para cá?

— Isso não é exatamente um argumento a seu favor, sabia?

— Nunca disse que era — Lucas responde, dando um passo na minha direção. — Só estou sendo honesto.

— Honestamente perigoso — murmuro.

— Você desceu — ele aponta, calmo demais. — Sabendo exatamente no que isso podia dar.

— Desci para conversar.

— E acabou sentada na minha mesa — ele retruca, arqueando a sobrancelha. — Uma conversa bem… física.

Abro a boca para responder, mas fecho de novo. Porque, infelizmente, ele não está errado.

O silêncio se estende por alguns segundos, pesado demais para ser ignorado.

— Afinal, por que você parece mais preocupado comigo do que com a sua própria esposa? — pergunto antes que a coragem me abandone. — Parece mais empenhado em me manter longe do Eric do que em saber onde Blair está ou com quem.

Lucas fica em silêncio por alguns segundos, passando a mão pelos cabelos como se estivesse escolhendo com cuidado o que pode ou não dizer.

— As coisas nem sempre são como parecem, Ivy — responde, por fim.

— O que isso significa?

— Significa que você não entende a situação como ela realmente é — diz, sem rispidez, mas firme.

— Claro que não entendo. Como eu poderia? Eu não sei nada sobre você, Lucas. Nada além do que vejo nesta casa. E você também não sabe nada sobre mim.

— Sei mais do que você imagina — ele diz, me pegando de surpresa.

— Como assim?

— Quer saber por quê, Lucas? — pergunto, com a voz tremendo. — Quer saber o que te faltou descobrir na sua investigação?

Ele continua em silêncio, apenas assente.

— Aceitei porque precisava de dinheiro rápido — começo, forçando firmeza na voz. — Para pagar o banco, sim. Mas, principalmente… para contratar um investigador particular. Porque meu irmão sumiu.

A reação dele é imediata. As sobrancelhas se erguem, os lábios se entreabrem. Ele realmente não sabia.

— O quê?

— Liam, meu irmão de cinco anos — continuo, engolindo o choro. — Enquanto eu estava enterrando minha mãe, o pai dele simplesmente… o levou embora. Desapareceu. Sem aviso, sem explicação. Só… sumiu no mundo.

— Ivy… — ele tenta falar, mas a voz sai diferente. Mais baixa. Menos segura.

— Não — corto, respirando fundo, porque se eu parar agora, desmorono de vez. — Não vim para Manhattan porque sou inconsequente. Vim porque não tinha opção. Porque prometi à minha mãe, no leito de morte, que ia cuidar do meu irmão. E falhei.

Lucas fecha os olhos por um instante, como se cada palavra o atingisse em cheio.

— Isso explica muita coisa.

— Explica o quê? — pergunto, defensiva. Será que falei demais?

— Explica por que você aguenta mais do que deveria. E por que finge que não dói tanto.

Meus olhos ardem. Viro o rosto, encarando a janela, engolindo o nó na garganta.

— Eu não sou forte — sussurro, exausta. — Só sou alguém tentando cumprir uma promessa.

— É sim — ele rebate, baixo, mas firme. — E isso… me desarma. Porque mostra que você não precisa de mim. E não sei lidar com isso.

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