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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 48

Olho para o relógio na mesinha de cabeceira: 22h47.

Oliver já está dormindo há quase duas horas. Já tomei dois banhos gelados. Já fiquei um bom tempo conversando com Tiffany no celular…

E, mesmo assim, não consigo controlar essa indecisão.

Metade de mim manda voltar para a cama e dormir. A outra metade… bem, nem preciso mencionar essa traidora.

— Isso é ridículo — murmuro para mim mesma, apoiando a testa na porta.

Mas não consigo parar.

Porque sei que Lucas está lá embaixo, com a certeza de que vou descer.

E o pior?

Ele está certo.

Não importa quantas vezes eu tente me convencer do contrário, não importa quantos argumentos racionais eu liste mentalmente… meu corpo já decidiu.

Só preciso encontrar coragem suficiente para dar o primeiro passo.

Respiro fundo mais uma vez, abro a porta devagar e finalmente saio para o corredor. Meus pés descalços não fazem barulho no carpete enquanto sigo em direção à escada.

Quando chego ao último degrau, vejo a luz fraca vindo da sala de estar. O abajur aceso, a lareira projetando sombras dançantes nas paredes.

E Lucas.

Sentado no sofá, com um copo de whisky na mão e os olhos fixos nas chamas.

— Demorou mais do que imaginei — ele murmura, ainda sem me olhar.

— Como… — sussurro, franzindo as sobrancelhas. — Como você sabia que eu estava aqui?

— Porque você é a única que sempre se atreve a descer, apesar das regras — ele me interrompe, finalmente me encarando.

— Você e suas regras — resmungo, me aproximando um pouco.

Ele coloca o copo na mesinha lateral e se levanta devagar. De repente, o espaço entre nós parece pequeno demais.

— Vim porque preciso de respostas — me apresso em esclarecer. — Não porque não resisto a você.

— Claro. Só isso — diz, segurando minha mão. — Vem comigo.

— Para onde?

— Para um lugar onde a gente possa terminar essa conversa sem ser interrompido.

Ele me puxa pelo corredor até o escritório, abre a porta e me faz entrar antes de fechá-la atrás de nós.

— Então faça suas perguntas — diz, se encostando na porta.

— Por que você fez aquilo hoje? Com o Eric — pergunto, levantando a sobrancelha. — Por que praticamente me proibiu de sair com ele?

Ele se afasta da porta e vem na minha direção, devagar.

— Porque eu quis — responde, dando de ombros.

— Isso não é uma resposta.

— É a única que vou te dar — rebate, dando mais um passo. — A menos que você queira ouvir a verdade completa.

— Claro que quero.

Ele para a poucos centímetros de mim, e seus olhos se fixam nos meus.

Retribuo na mesma intensidade, agarrando a camisa dele, sentindo meu corpo inteiro pegar fogo.

Ele me levanta sem esforço e me senta sobre a mesa, se posicionando entre minhas pernas. As mãos descem pela minha cintura, apertam, enquanto o beijo se torna mais profundo, mais desesperado.

Lucas desliza os lábios pelo meu pescoço, mordendo de leve, e um gemido escapa antes que eu consiga conter.

— Porra, Ivy — murmura contra minha pele. — Você não faz ideia do quanto eu te quero.

As mãos dele sobem por baixo da minha blusa, tocando minha pele nua, e arqueio as costas, prendendo as pernas ao redor dele.

Ele volta a me beijar, mais intenso, enquanto as mãos continuam explorando devagar, como se estivesse, ainda assim, me dando uma chance de parar.

Mas eu não paro.

Em vez disso, puxo a camisa dele para fora da calça, hesitante, e deslizo as mãos por seu abdômen definido.

Ele se afasta por um segundo, me encarando.

— Se você quiser que eu pare, é só falar — diz, com a voz rouca. — A qualquer momento.

Balanço a cabeça.

— Não quero que você pare — murmuro, sem hesitar.

Ele sorri brevemente antes de voltar a me beijar e, quando suas mãos retornam, exploram, tocam… minha respiração falha.

Os dedos descem pela minha coxa, sobem devagar, perigosamente perto demais da minha calcinha.

E quando finalmente roçam minha intimidade…

Um estalo vindo do corredor me faz congelar no mesmo instante.

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