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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 42

A sensibilidade e gentileza de Marina me deram vontade de chorar. Quando percebi meus olhos marejarem, engoli o choro e me concentrei. Eu queria responder que sim, sim, por favor, me tira desse lugar com essa gente maldosa. Mas as outras duas não paravam de me encarar, me analisando, com risinhos debochados, como se eu não fosse uma pessoa, ignorando por completo que eu tinha sentimentos. Não consegui verbalizar minha resposta.

— Calma, respira. Você está tremendo — Marina cochichou pra mim, pegando na minha mão.

Olhei pras minhas mãos e ela estava certa. Eu tremia muito. Vai ver era do frio, porque ventava gelado aqui fora, ou talvez fosse o medo ou a humilhação. Talvez tudo isso junto.

— Tá tudo bem. — Marina disse, me dando um sorriso simpático. — Que maneira de conhecer todo mundo, né? Literalmente no meio de um incêndio.

Eu me esforcei pra sorrir pra ela.

— Tenta não ligar muito pro que essa gente diz. — Marina cochichou, tentando me acalmar.

Foi quando vi Vinícius voltando. O rosto dele estava ainda mais fechado que antes.

— Isabela. — Ele me chamou. — Vem cá.

Fui até ele, aliviada por ter uma desculpa pra me afastar, não sem antes dar um último sorriso de agradecimento silencioso para Marina.

Vinícius me puxou pra um canto mais afastado.

— Meu pai quer uma reunião de emergência amanhã cedo. Com todo o conselho. — Ele passou a mão pelo cabelo. — Ele vai tentar me tirar da presidência…

— Ele pode fazer isso?

— Pode. Ele é o acionista majoritário e além do mais... não vai ser difícil. — Vinícius soltou uma risada amarga. — Ninguém tá gostando da minha gestão. Acho que só queriam um motivo e olha só... Encontraram um enorme agora.

Ele se deixou escorregar pela parede até sentar no chão, a cabeça entre as mãos.

Vi aquele homem, sempre tão controlado, tão poderoso, desmoronando na minha frente.

E eu não sabia o que fazer.

Então fiz a única coisa que poderia fazer, me sentei ao lado dele, sem dizer nada.

Ficamos ali, no chão frio, enquanto as sirenes continuavam tocando ao fundo.

— Sabe o que é pior? — Vinícius falou depois de alguns minutos. — Meu pai sempre disse que eu ia fracassar. Que nunca seria tão bom quanto ele...

— Não fala assim, sempre tem um jeito.

— Que jeito, Isabela? E eu vou perder o Thales também…

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