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A babá do Magnata de Gelo romance Capítulo 145

Hannah Brooks.

Observo com genuína satisfação a imagem do homem parado à porta da sala de estar. Ele mantém os braços firmemente cruzados sobre o peito e ostenta um semblante fechado, endurecido, encarando-me com uma cara de pouquíssimos amigos. Cael não parece nem um pouco feliz em me ver feliz; na verdade, sei perfeitamente que ele está furioso só porque resolvi pedir pizza em vez de comer o caldo que ele havia preparado com tanto esmero.

Para ser justa, eu comi o tal caldo. Sopa, caldo de legumes ou seja lá como ele prefere chamar aquilo. Estava realmente divino, mas as minhas lombrigas estavam implorando por uma pizza de pepperoni transbordando queijo derretido - e parece que Theo e Henry compartilhavam exatamente do mesmo desejo.

Os dois estão acomodados no chão, devorando fatias que parecem maiores do que suas próprias cabeças, enquanto assistem hipnotizados a mais um episódio de Pokémon.

Ah, sim. Eles já voltaram do barbeiro. Ambos ostentam agora um corte baixo estilo militar, que foi a única solução razoável encontrada para consertar o verdadeiro desastre capilar promovido pelos mestres do caos. Eles chegaram há cerca de quarenta minutos, extremamente empolgados, anunciando a plenos pulmões que agora pareciam soldados de verdade - a desculpa perfeita que David usou para convencê-los a cortar o restante do cabelo sem maiores protestos.

Eles já tomaram banho e deveriam estar almoçando a refeição regrada de sempre, mas a caixa de pizza aberta no meio da sala simplesmente pareceu infinitamente mais atraente.

- O que eu falei sobre comer besteira antes do almoço? - a voz de Cael ecoa pesada pelo ambiente. Seus olhos semicerrados e severos estão focados muito mais em mim do que nos pequenos.

- Mas eu já almocei - respondo calmamente, mantendo o tom suave. - E, veja bem, não é como se eles fossem ter espaço para mais alguma coisa depois de devorarem quase uma caixa inteira sozinhos e...

- Eu não estou falando dos garotos - a voz dele desce um tom, perigosamente grave, e seus olhos azuis se estreitam ainda mais. - A doutora deixou bem claro que você precisava se alimentar corretamente, garota. Eu viro as costas por alguns minutos para dar banho no meu filho e você me surge com três caixas de pizza e ainda convence um dos meus seguranças a transportar a TV do seu quarto para a sala de estar?

- É Pokémon - justifico, apontando a ponta da minha fatia engordurada na direção da tela. - E eu já comi... tomei todo o caldo de legumes que você preparou para mim.

- E decidiu complementar a dieta com pizza e refrigerante... extremamente saudável - ele ironiza com evidente exasperação, jogando os braços para o alto em um gesto de pura frustração. - Às vezes eu tenho a plena certeza de que você sente algum tipo de prazer sádico em me tirar do sério, garota. Sinceramente.

- Mas eu tenho, meu amor... e esse prazer não sumiu só porque agora você é o meu sugar daddy oficial - dou de ombros com graça, deixando um sorriso provocante brincar nos meus lábios.

- Sugar... - murmura Henry, pausando a mastigação por um segundo antes de morder outro pedaço de pizza.

- ...Daddy - repete Theo logo em seguida, travando com a boca aberta e encarando o nada, como se assimilasse a sonoridade das palavras.

Cael encara o mini-humano sentado no tapete, tensionando a postura como quem se prepara para a bomba relógio que pode sair da boca de Theo a qualquer momento. Meu pequeno gênio do caos fixa aqueles olhos azuis imensos e curiosos no pai e finalmente solta:

- Papai... por que a Naná te chama de sugar daddy? - Ele faz uma pausa dramática, franzindo a testinha ao articular o pensamento. - Você também é o papai dela?

- Tio Cael... - a voz de Henry ecoa logo em seguida, carregada de um espanto infantil avassalador. - O SENHOR É O PAPAI DA NANÁ?

Tento suprimir a gargalhada imediata, mas acabo me engasgando com a própria saliva ao observar o semblante rígido de Cael mudar drasticamente de cor.

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