KALEL
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Desde que a Valentina me falou que havia encontrado o lugar que a Sofia estava morando, eu não consegui mais trabalhar, eu transferi o restante das minhas pacientes pra um amigo meu e fui pro meu apartamento e esperei receber notícias.
As horas iam se passando, e quanto mais o tempo passava, mais preocupado eu ficava.
A minha vontade era de ligar pra Valentina e procurar saber o que estava acontecendo e o motivo dela demorar tanto a me dar um retorno, mas eu não queria parecer um desesperado, embora eu realmente estivesse.
O fim da tarde chegou, e o sol já estava se pondo, e eu não consegui mais me segurar e liguei.
Valentina: Oi pai.
— E aí? O que aconteceu? Você não me ligou, não me deu nenhuma notícia, conseguiu localizar a Sofia?
Valentina: Consegui.
— E então?
Valentina: Eu estou voltando pra casa ainda hoje pai, infelizmente eu só consegui vôo pras 22:00hrs, enquanto isso eu vou dar uma volta por gramado.
— Valentina, o que é que você está escondendo? Eu estou percebendo que você está fugindo da conversa.
Valentina: Eu não estou fugindo pai, mas a conversa que precisamos ter só dá pra ser pessoalmente.
Eu fiquei em silêncio por alguns instantes e percebi que algo havia acontecido, eu só não sabia se era algo bom ou ruim.
— Me diz pelo menos se ela está bem.
Valentina: Sim, ela está bem.
— Não me diga que ela está com outro?
Valentina: Pai, você está agindo feito um adolescente, pelo amor de Deus, vê se fica calmo, quando eu chegar nós conversamos.
— Eu vou pegar você no aeroporto então.
Valentina: Tudo bem, se você prefere assim.
— Eu prefiro.

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