KALEL
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Eu voltei pra São Paulo e durante todo o vôo eu pensei na Sofia chorando, o meu coração estava em pedaços pois eu sabia que ela estava sofrendo em me ter longe dela.
Nós tivemos dias incríveis juntos, eu comi ela de todas as formas possíveis, tomando todo o cuidado do mundo pra não machucar o bebê, quando eu a vi depois de longos meses sem ter notícias dela, parecia que eu estava tirando um peso das minhas costas, ela estava tão linda, com uma barriguinha aparente, e um vestido soltinho que marcava perfeitamente os bicos dos peitos dela, os olhos dela brilhavam, demonstrando todo o amor que ela sentia por mim. Fizemos um sexo rápido, mas esse momento iria ficar marcado pra sempre na minha memória.
Infelizmente não foi tão fácil resolver a minha situação no hospital, eu tinha pacientes que só aceitavam ser atendidas por mim, pacientes que durante anos foram acompanhadas por mim e como um bom profissional eu tive que cumprir a minha agenda e isso levou longos dois meses.
Durante esse tempo eu tentei fazer a Sofia ficar calma, eu ligava todos os dias, de manhã, de tarde e de noite pra que ela não esquecesse que eu não havia desistido de nada e nem da gente, embora ela demonstrasse em algumas ligações que estava perdendo a fé nisso.
Eu passei a olhar uma casa maior pra morarmos, afinal na casa da Sofia só existia dois quartos, e a Valentina estava indo comigo, e eu queria ter outro filho, e consequentemente precisaríamos de mais espaço, a Valentina me ajudou a procurar e encontramos uma casa que por incrível que pareça, ficava no mesmo condomínio da Sofia e bem do lado da casa dela, eu vi isso como uma resposta do universo abençoando o nosso relacionamento.
Eu consegui falar com o proprietário e vender a propriedade não fazia parte dos planos dele, mas isso mudou quando eu ofereci uma proposta bem maior que o valor do mercado.
Quando eu liguei pra Sofia pra avisá-la que a espera estava prestes a terminar e que eu havia comprado a casa ao lado, eu ouvi o suspiro de alívio dela, e em seguida o choro de emoção, tudo o que eu queria era abraçá-la e enchê-la de beijos, eu queria envolvê-la em meus braços e fazê-la se sentir segura e amada.
Por mais que eu também estivesse emocionado, eu tentei me conter ao telefone, pois a Sofia não podia passar por tantas emoções fortes, afinal eu não queria que o nosso filho nascesse antes do tempo previsto.
Dois dias depois fizemos nossa mudança, só estávamos levando roupas e alguns objetos, os móveis eu compraria quando nossa casa estivesse pronta, por enquanto iríamos viver com as coisas que a Sofia já tinha, só faltava comprar as coisas do quarto da Valentina.
O Marlon iria continuar morando na casa da Valentina, e o meu apartamento iria ser alugado com tudo dentro, assim como o outro.

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