A manhã passou e a Sofia não apareceu pra consulta, eu estranhei, pois se ela não pôde ir no treino e não apareceu no hospital, ela teria ido a outro lugar.
— Bom, isso não é problema meu.
Falei pra mim mesmo, tentando me convencer que isso não estava me incomodando.
Eu fui pro almoço, e achei que ela iria pra consulta a tarde, mas quando voltei pra minha sala, atendi várias pacientes, menos ela.
Eu fui até a atendente e fiz o que eu não deveria fazer.
— Cíntia, liga pra Sofia Hazel, o número dela está no cadastro, verifica se ela virá para o retorno hoje ou irá remarcar pra outro dia, de acordo com a resposta dela, você atualiza no sistema.
Cíntia: Farei isso agora mesmo Doutor.
Eu voltei pra minha sala pra continuar os atendimentos, quando a Cintia atualizou o sistema.
A Sofia não só havia desmarcado a consulta, como também disse que não iria remarcar.
Apesar de eu já saber que tudo havia sido um plano dela, o fato dela não ir pro retorno me deixou irritado.
No fim da tarde, fui tomar um café antes de fazer um implante hormonal em uma paciente, enquanto eu colocava o café no copo, o meu celular tocou.
— Kalel falando.
Sofia: Você costuma ligar pra todas as suas pacientes ou só liga pra pacientes especiais como eu?
— O que você quer Sofia?
Sofia: O que foi doutor? Sentiu falta da minha buceta hoje?
— Eu vou desligar, e não me ligue mais.
Eu encerrei a ligação, e sentei, eu estava nervoso e preocupado, a Sofia parecia uma garota descontrolada, que não sabia o que era limites, e eu me dei conta que ela não tinha intenção nenhuma de parar.
O meu celular voltou a tocar e eu me recusei a atender, eu não sabia como ela havia conseguido o meu número pessoal, mas deduzi que a Valentina poderia ter dado o meu número pra ela.
O meu celular ficou vibrando sem parar, e por mais que eu tivesse tentado ignorar as ligações, a tentação em atender foi maior.

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