Diana se apressou para puxar a mãe. — Mãe, não fale assim da irmã. Ela não fez de propósito. Quem poderia prever um disparo acidental?
Aquelas palavras pareciam um apaziguamento, mas na verdade só cimentavam a culpa de Isadora.
Lorenzo olhou para Isadora, com um olhar afiado. — Disparo acidental?
Isadora sustentou o olhar. — O Sr. Otávio que me levou ao clube de tiro.
Lorenzo deu um passo para perto. — Você atirou na Luciana Valente?
— Foi um acidente. — Isadora não mudou de feição. — Se o irmão não acredita, pode perguntar ao Sr. Otávio. Ou perguntar para a própria professora Valente.
Helena soltou uma risada fria. — Perguntar o quê! Os fatos estão na nossa cara! Isadora, eu te garanto, se meu rosto ficar marcado, e o desenho da Diana for prejudicado pela mão, eu acabo com você!
Isadora olhou para a gaze no rosto de Helena e depois para a faixa no pulso de Diana. Deu uma risada fria na mente.
Ela deu as costas e saiu do quarto, deixando as discussões para trás.
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Isadora não tinha comido direito o dia todo, então fugiu um pouco e comprou uma batata-doce assada na porta do hospital.
Ao voltar, passou pela porta da escada e, num instante, foi puxada para dentro por uma força bruta.
Suas costas bateram contra a parede gelada.
Os braços de Lorenzo a cercavam pelos lados, deixando-a encurralada em um espaço pequeno.
— Irmão? — Isadora inclinou a cabeça de modo inocente, a voz calma.
Lorenzo foi direto ao ponto. A voz ecoou pela escada vazia. — O médico disse que ele perdeu o controle do carro por causa de uma alergia a pólen. A visão ficou turva e teve dificuldade para respirar.
Isadora levantou a cabeça. — E daí?

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