Não havia o mínimo sinal da vida em Porto Sul.
Lorenzo não saiu; em vez disso, sentou-se no sofá do quarto.
Observou Isadora sem pudor.
Ele a encarou de forma direta, querendo acabar com todas as camadas que ela mantinha.
Isadora percebia o peso daquele olhar.
Ela continuava calma, às vezes levantava a cabeça e perguntava com o olhar inocente...
Irmão, por que está olhando tanto?
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Após a refeição de Isadora, Lorenzo guiou-a pela casa, seguindo a ordem de Helena.
Começaram pelo lago no centro do pátio, com os peixes soltando bolhas.
Isadora escorou-se e os observou.
— São os peixes do seu irmão mais velho. — Lorenzo comentou.
Ao longo do caminho, as flores exalavam cheiro.
— O pai mandou plantar. — Ele informou.
Por fim, entraram no jardim de trás e foram recebidos pelas rosas.
— A Diana gosta de rosas. — A sua voz era confusa.
Na beirada do jardim, havia um tabuleiro de xadrez com um jogo não terminado.
Isadora observou o tabuleiro e perguntou: — É seu, irmão?
— Não.
Isadora levantou a cabeça e o olhou com inocência: — Irmão, você não gosta de nada?
Lorenzo estreitou os olhos: — O que quer dizer?
— Os peixes do irmão, as árvores do pai, as flores da irmã... — Isadora olhou para os jardins e falou baixo. — Parece que falta o toque do irmão por aqui.
Lorenzo congelou e o olhar dele ficou mais intenso.
Naquele instante, o seu celular tocou.
Ele olhou para a tela, depois para Isadora, virou-se e atendeu de forma muito carinhosa: — Diana? ... Sim, eu atendi... Tudo bem, já vou lá.
Lorenzo caminhou um pouco.
Isadora permaneceu no quiosque olhando o jardim, com o seu coração vazio.
Do nada...

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