Helena Drummond mudou de expressão, a voz subindo de tom: — Que horas são? A Diana não voltou para casa, e você só me avisa agora?
Ela pegou o celular e ligou para Diana Drummond.
— Olá, o número para o qual você ligou está temporariamente indisponível...
Helena Drummond tropeçou, o pânico de ter perdido a filha a envolvendo de novo.
A empregada a segurou.
— E o motorista? Também não atende? — Ela olhou para o mordomo. — Onde está o motorista da Diana?
Dito isso, o mordomo puxou um homem de meia-idade de trás dos empregados.
Era o que Isadora Viana tinha visto no jardim de tarde.
Ele era o motorista de Diana?
As coisas se conectaram na cabeça de Isadora.
O motorista foi trazido para falar, evitando contato visual, gaguejando: — A senhorita... a senhorita deve... deve estar na escola. Eu não fui buscá-la.
— O que você disse? — Helena não acreditava.
O motorista agiu como se não tivesse escolha e apontou para Isadora na esquina do segundo andar: — Foi a senhorita Isadora! Ela não me deixou ir buscar a senhorita Diana! Me obrigou a ir à zona oeste comprar lírios! E disse... disse que ia arrancar todas as rosas da senhorita Diana e trocar por lírios! Ela disse que esta casa é dela, que ela é a única senhorita e que vai expulsar a senhorita Diana mais cedo ou mais tarde! Eu queria contar para a senhora, mas ela me ameaçou! Ela usou minha família para me ameaçar! Senhora, eu não tive coragem de contar!
Helena olhou para Isadora, o peito subindo e descendo. — Isadora Viana! É verdade o que ele disse?
Agora ela não era a boa filha, era Isadora Viana de novo?
Isadora desceu os degraus. — Eu não fiz isso.
— Senhora! Ela está mentindo! — o motorista gritou. — Tem câmera no coreto! Pode ver nas imagens!
Essas palavras jogaram lenha na fogueira.

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