Lorenzo chegou mais perto, o nariz quase encostando no dela, a voz baixa e perigosa, como o sussurro de um demônio: — Então eu te aviso com antecedência: pela Diana, eu sou capaz de qualquer coisa.
As lágrimas de Isadora subiram na hora, o corpo tremendo de leve, parecendo machucada.
Lorenzo esticou a mão, limpando as marcas de lágrimas do canto do olho dela de forma bruta com a ponta do dedo.
No movimento, ele puxou a toalha dela que estava meio solta para cima, cobrindo o peito exposto.
A atitude não carregava luxúria, parecia mais um aviso para estabelecer limites.
Isadora levantou a mão rápido, segurando a mão dele que ainda não havia se afastado.
— Lorenzo.
Ela finalmente parou de chamá-lo de "irmão" de forma açucarada; a voz trazia um tremor quase imperceptível, mas muito clara.
A expressão do homem mudou um pouco.
Isadora olhou para ele, os olhos mostrando cansaço e súplica: — Eu também só quero viver bem.
Lorenzo ficou surpreso por um momento.
O vento assobiava lá fora, um silêncio total entre os dois.
Depois de um tempo, Lorenzo puxou o canto da boca, o tom de voz voltando à displicência de sempre, mas com uma certa firmeza: — Ser um cachorro na família Drummond ainda vai ser melhor do que a sua vida de hoje. Fica tranquila, irmã, contanto que você não brigue com ela, você vai viver muito bem.
Isadora olhou para ele, triste, as lágrimas caindo em silêncio: — Antes de você me ameaçar por causa da Diana agora mesmo, eu de verdade, te via como família.
Lorenzo apertou os olhos, encarando-a.
O corpo dela era ótimo, os seios cheios e empinados.
Eles balançavam levemente com o movimento, como pêssegos suculentos, rechonchudos e sensuais; combinados com aquele ar de inocência no rosto, formavam uma tentação pura.
O olhar do Lorenzo escureceu, e ele fez uma pergunta que não tinha nada a ver com a conversa.
— Já transaram?
— O quê? — Isadora ficou perplexa.
— Você e o seu namoradinho, Thiago, já transaram?
— Lorenzo! — A voz de Isadora tremeu.
Lorenzo soltou a mão que apertava o pescoço dela por completo.
Também afastou a mão de Isadora que o segurava.
Então, ele deu um passo para trás e esticou a mão para arrancar aquele pedacinho de gaze da testa dela.
E o colou no próprio rosto.
— Eu também tenho um machucado no rosto. Para dar uma lição no colega pela minha irmã, me machuquei sem querer. — Ele a encarou, o tom carregando uma insinuação inquestionável: — Entendeu?
Depois de dizer isso, ele virou as costas e foi para a porta.
Quando segurou a maçaneta, pareceu lembrar de algo, virou a cabeça e exibiu um sorriso que poderia ser chamado de gentil, mas que dava calafrio em qualquer um.
— Vou falar pela última vez: não mexa com a Diana, senão...
Ele pausou, a voz muito leve, mas pesada.
— Eu não me importo de fazer toda a Cidade do Mar saber dos seus casos amorosos.
A porta fechou com um barulho suave.
A expressão de vergonha e raiva de Isadora sumiu na hora.
Ela levantou a mão, massageando o pescoço que doía do aperto, foi até o espelho e, olhando para aquela marca vermelha clara, os olhos brilharam com compreensão.

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