Na manhã seguinte.
O quarto do hotel estava silencioso.
Isadora ainda dormia.
De repente, com um som estridente, as cortinas foram abertas.
Isadora acordou assustada e, em seguida, viu a figura alta de Lorenzo Drummond contra a luz.
Ele estava encostado na janela de forma relaxada.
Como se a atitude de interromper o sono dela não tivesse nada a ver com ele.
O mau humor matinal subiu à cabeça em um instante, e Isadora olhou instintivamente para o vaso de cristal na mesa de cabeceira.
Ela ainda não havia se movido.
Lorenzo já havia se aproximado.
Ele se curvou, trazendo a brisa fresca da manhã, segurou o pulso dela com o braço forte e, com um pouco de força, tirou-a da cama quente.
Pega de surpresa, Isadora foi jogada no tapete.
O chão estava frio, ela acordou completamente e o resto de sono foi substituído por irritação.
— Vista-se. — Ele olhou para ela e foi conciso: — Está na hora de ir.
Sem espaço para negociação.
Isadora levantou a cabeça, os cabelos escuros e um pouco bagunçados grudados no rosto, e a voz rouca de quem tinha acabado de acordar.
Deu um sorriso provocador para Lorenzo.
— O irmão não vai sair? Quer me ver tirar a roupa?
Lorenzo agiu como se tivesse ouvido uma piada engraçada; em vez de sair, cruzou os braços e se encostou no guarda-roupa ao lado.
O rosto exibia uma expressão de "quero ver se você tem coragem".
Isadora ergueu a sobrancelha, levantou a mão e, com a ponta dos dedos, puxou.
Desamarrou o cinto do roupão.
O roupão deslizou pela pele lisa e caiu nos tornozelos.
Felizmente...

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