— Obrigada, Valentina — disse Isadora sinceramente. — E agradeça ao seu primo por mim também.
Valentina fez um gesto de descaso.
— Não se preocupe. Ele não liga para essas coisas. O problema é o braço dele. Ele estuda piano, as mãos dele são valiosas. Espero que não afete sua música...
Ela parou por um momento, pensativa, e olhou para Isadora com curiosidade:
— A propósito, você sabe o nome dele?
Isadora ergueu os olhos.
— Não sei.
— Ah... — Valentina não insistiu no assunto.
Isadora olhou para a janela, em silêncio. Parecia que ela não tinha acabado de passar por um risco de morte. Valentina resmungou baixinho:
— Isadora, seu psicológico é muito forte. Se fosse eu, estaria chorando no colo do meu pai agora.
Isadora deu um sorriso leve e indiferente, sem demonstrar alívio ou raiva pelos agressores. Ela não parecia querer pena.
—
No caminho arborizado, Diana e Lorenzo caminhavam lado a lado. Os comentários sobre o incêndio eram constantes ao redor.
— Ouvi dizer que foi horrível...
— A Bia Camargo ainda está em cirurgia...
— Aquela novata da Turma F teve sorte de ter pulado...
Alguns alunos passavam e cumprimentavam os irmãos com admiração.
— Senhorita Diana, Sr. Lorenzo.
Diana retribuía com um aceno elegante. Quando os alunos se afastaram, ela ouviu alguém dizer: — A Diana tem tanta sorte, é linda e tem dois irmãos que a protegem...
Esses elogios acalmaram o humor de Diana. Quando o alarme tocou, Lorenzo foi direto ao escritório do Grêmio Estudantil para garantir que ela estava bem. Como ela estava ocupada com documentos importantes, não perguntou sobre o incêndio antes de ele sair. Só depois soube que Bia e Isadora estavam presas na sala.
Diana foi à enfermaria e encontrou Lorenzo lá, apoiando Isadora. Aquilo a incomodou.
Agora, ela olhou para Lorenzo e perguntou casualmente:

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