Dizendo isso, ela levantou o cobertor e saiu da cama com movimentos um pouco lentos.
— Se ajudar na investigação puder esclarecer a verdade logo, eu irei com vocês. Só que minhas pernas ainda não estão totalmente recuperadas.
Ela se mostrou muito colaborativa.
A expressão do policial relaxou um pouco, mas as pessoas da Família Camargo continuavam com o rosto fechado.
Mas não disseram mais nada.
— Isadora! — Valentina bateu os pés, ansiosa.
— Está tudo bem, Valentina. — Isadora sorriu para confortá-la. O sorriso era leve, mas transmitia uma estranha sensação de segurança. — É só para ajudar na investigação. Vou responder as perguntas e volto.
Valentina só pôde observar enquanto levavam Isadora para o carro.
O carro partiu, e ela andava de um lado para o outro no quarto, nervosa.
Depois de hesitar por um tempo, pegou o celular, percorreu a lista de contatos e, finalmente, discou um número.
Atenderam após alguns segundos.
Valentina começou a falar ao telefone em meio a lágrimas: — Irmão! Meu querido irmão! Você é meu único irmão! Vou te dar todo o dinheiro que ganhei de presente este ano, até o que a vovó me deu escondido! É sério! Me ajuda mais uma vez, a última! Minha deusa... foi levada pela polícia e pelo pessoal da Família Camargo! Disseram que era para ajudar na investigação do incêndio, mas o jeito que a Família Camargo agiu...
— Irmão, por favor! Você deve ter um jeito, não tem?
—
Hospital, área de descanso VIP.
Helena Drummond recebeu a notícia e chegou às pressas.
Sua intenção era mediar a situação como a senhora da Família Drummond, já que ambos os lados envolvidos tinham ligação com a família.
Isadora era sua filha adotiva apenas no nome.
Mas, ao entrar na área de descanso e ver o estado de dor quase frenético da Sra. Camargo, todas as palavras ensaiadas ficaram presas em sua garganta.
Helena parou instintivamente.
Chegou a recuar meio passo.

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