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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 92

Ele estava realmente curioso sobre “como fazer um homem gastar cem milhões com você após apenas três encontros”.

Afinal, o amor seria mesmo uma explosão de moedas de ouro?

Bento Passos aproximou-se e sentou-se.

Ao olhar ao redor, viu Henrique Farias presenteando Zoé Santos com um relógio.

Bento franziu as sobrancelhas e comentou:

— Antes de dar um presente, você ao menos pesquisa o significado?

Pedro Soares, sempre pronto para dar uma resposta, apressou-se a explicar:

— Irmão, dar um relógio também pode significar tempo!

De qualquer forma, com certeza não era aquele velho ditado de “presenteando um relógio traz o fim”.

— Tempo? — Bento Passos continuava desconfiado e pegou o celular para pesquisar.

Logo encontrou que dar um relógio para uma mulher podia significar “entregar todo o seu tempo de vida a ela”.

Instantaneamente, o alerta que Bento sentia em relação a Henrique Farias, que já havia diminuído, disparou de vez.

Isso era ainda mais surpreendente do que o significado anterior.

Ele lançou um olhar fulminante a Henrique Farias, que mantinha uma expressão impassível, e mostrou o celular para Zoé Santos.

Zoé Santos deu uma olhada, erguendo levemente as sobrancelhas.

Henrique Farias recostou-se no sofá, as pernas longas cruzadas com elegância, os dedos longos batendo vagarosamente no braço do sofá.

De lado, observava o nariz reto e claro dela.

Falou com tranquilidade, em um ritmo lento:

— Uma vida inteira ao seu lado...

Súbito!

Bento Passos cravou os olhos em Henrique Farias, como um filhote de lobo protegendo a dona.

O sorriso de Henrique era discreto, mas claro.

Com voz profunda e magnética, ele completou, sério:

— ...como amigos.

“...”

Bento Passos o encarou em silêncio.

Pedro Soares ficou ainda mais calado.

Aquilo estava certo?

Uma vida inteira como amigos?

— O que foi? — Na penumbra, Henrique olhou para Zoé Santos, a voz levemente divertida e grave. — Não quer ser amiga? Então, o que você quer? Podemos conversar sobre isso, pequena estudante.

Zoé Santos não estava com paciência para continuar.

Se dissesse uma palavra, ele retribuiria com dez.

Depois, virou-se para a antiga mesa de buraco:

— Viu só? Eu disse, lá não era para mim!

Zoé Santos se encostou na cadeira, com o pé apoiado na barra inferior, e pegou uma mão de cartas terrível, nada combinava.

Henrique Farias arrastou uma cadeira e sentou-se ao lado dela.

As cartas estavam tão ruins que Zoé nem se esforçou para organizá-las, apenas deixou-as espalhadas.

De repente, sentiu algo gelado no pulso.

Henrique Farias colocou o relógio preto personalizado no outro pulso dela e fechou o fecho.

Zoé olhou para ele, os olhos de raposa frios e distantes, a voz também gélida:

— Quer que eu treine levantamento de peso enquanto jogo?

Usar o relógio pesado no pulso direito para levantar as cartas...

Pedro Soares segurou o riso. A irmã tinha um jeito único de dizer as coisas...

— Tira isso — disse Zoé, sem paciência.

Henrique não tirou. Colocou a mão no encosto da cadeira dela e se inclinou, aproximando o rosto.

— Acredita que, com esse relógio, todas as cartas que você pegar serão as que você quer?

O som do DJ estava alto no bar, Henrique praticamente falou ao ouvido dela.

A voz, rouca e magnética, misturava-se ao aroma amadeirado e ao leve cheiro de tabaco que ele exalava, entrando na respiração dela à medida que os dois se aproximavam.

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