Ele estava realmente curioso sobre “como fazer um homem gastar cem milhões com você após apenas três encontros”.
Afinal, o amor seria mesmo uma explosão de moedas de ouro?
Bento Passos aproximou-se e sentou-se.
Ao olhar ao redor, viu Henrique Farias presenteando Zoé Santos com um relógio.
Bento franziu as sobrancelhas e comentou:
— Antes de dar um presente, você ao menos pesquisa o significado?
Pedro Soares, sempre pronto para dar uma resposta, apressou-se a explicar:
— Irmão, dar um relógio também pode significar tempo!
De qualquer forma, com certeza não era aquele velho ditado de “presenteando um relógio traz o fim”.
— Tempo? — Bento Passos continuava desconfiado e pegou o celular para pesquisar.
Logo encontrou que dar um relógio para uma mulher podia significar “entregar todo o seu tempo de vida a ela”.
Instantaneamente, o alerta que Bento sentia em relação a Henrique Farias, que já havia diminuído, disparou de vez.
Isso era ainda mais surpreendente do que o significado anterior.
Ele lançou um olhar fulminante a Henrique Farias, que mantinha uma expressão impassível, e mostrou o celular para Zoé Santos.
Zoé Santos deu uma olhada, erguendo levemente as sobrancelhas.
Henrique Farias recostou-se no sofá, as pernas longas cruzadas com elegância, os dedos longos batendo vagarosamente no braço do sofá.
De lado, observava o nariz reto e claro dela.
Falou com tranquilidade, em um ritmo lento:
— Uma vida inteira ao seu lado...
Súbito!
Bento Passos cravou os olhos em Henrique Farias, como um filhote de lobo protegendo a dona.
O sorriso de Henrique era discreto, mas claro.
Com voz profunda e magnética, ele completou, sério:
— ...como amigos.
“...”
Bento Passos o encarou em silêncio.
Pedro Soares ficou ainda mais calado.
Aquilo estava certo?
Uma vida inteira como amigos?
— O que foi? — Na penumbra, Henrique olhou para Zoé Santos, a voz levemente divertida e grave. — Não quer ser amiga? Então, o que você quer? Podemos conversar sobre isso, pequena estudante.
Zoé Santos não estava com paciência para continuar.
Se dissesse uma palavra, ele retribuiria com dez.
Depois, virou-se para a antiga mesa de buraco:
— Viu só? Eu disse, lá não era para mim!
Zoé Santos se encostou na cadeira, com o pé apoiado na barra inferior, e pegou uma mão de cartas terrível, nada combinava.
Henrique Farias arrastou uma cadeira e sentou-se ao lado dela.
As cartas estavam tão ruins que Zoé nem se esforçou para organizá-las, apenas deixou-as espalhadas.
De repente, sentiu algo gelado no pulso.
Henrique Farias colocou o relógio preto personalizado no outro pulso dela e fechou o fecho.
Zoé olhou para ele, os olhos de raposa frios e distantes, a voz também gélida:
— Quer que eu treine levantamento de peso enquanto jogo?
Usar o relógio pesado no pulso direito para levantar as cartas...
Pedro Soares segurou o riso. A irmã tinha um jeito único de dizer as coisas...
— Tira isso — disse Zoé, sem paciência.
Henrique não tirou. Colocou a mão no encosto da cadeira dela e se inclinou, aproximando o rosto.
— Acredita que, com esse relógio, todas as cartas que você pegar serão as que você quer?
O som do DJ estava alto no bar, Henrique praticamente falou ao ouvido dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...