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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 90

Fernando Duarte, rápido como sempre, protegeu o próprio peito com a mão, bloqueando o golpe e riu, afetuoso:

— Zoé, hein.

Zoé Santos não respondeu, caminhou decidida com suas longas pernas e entrou na loja de conveniência.

— Zoé, onde você vai? — perguntou Fernando Duarte.

Zoé Santos foi até o balcão, pegou alguns pirulitos de cola, ainda sem pagar.

— Deixa que eu pago — Fernando Duarte afastou o celular de Bento Passos com o braço e, autoritário, colocou o próprio QR Code diante da leitora do caixa.

Bento Passos lançou-lhe um olhar frio e silencioso:

— ...

Talita Santos observava tudo à distância.

Zoé Santos, de uniforme escolar, uma das mãos no bolso, ia na frente; Bento Passos e Fernando Duarte vinham atrás, de braços jogados sobre os ombros um do outro, numa postura protetora e de apoio.

Talita Santos tinha o rosto fechado.

Bento Passos nunca gostou dos alunos do Colégio Cidade H.

Ela mesma achava, antes, que era a única especial.

Agora, por causa de Zoé Santos, até Bento Passos estava disposto a se misturar com o pessoal da turma nove.

Talita se arrependia cada vez mais de ter ajudado Zoé Santos a entrar no Colégio Cidade H.

Com frieza, Talita Santos virou-se e entrou no carro, ordenando:

— Pode ir.

O motorista olhou pelo retrovisor.

Talita, de olhos baixos, digitava no celular.

— Não vai esperar a Srta. Zoé? — perguntou o motorista.

Talita terminou de enviar uma mensagem no WhatsApp para a esposa da família Duarte, guardou o telefone e ergueu o olhar com um leve sorriso:

— Bento Passos está comemorando o aniversário da Zoé. Ela deve voltar tarde.

O motorista assentiu:

— Ah, tudo bem.

Ligou o carro, mas, por dentro, balançava a cabeça.

A senhorita Talita se esforçou tanto para colocar a Srta. Zoé no Cidade H, e foi tudo em vão; no fim, ela continuava andando com a turma da Lumiar, gente sem importância.

A Srta. Zoé realmente não valorizava o empenho da Srta. Talita.

...

Bar “Livre Me”.

Toda a decoração e o projeto do bar foram idealizados por Bento Passos.

Hoje, o bar, que costumava ser um espaço artístico e descontraído, havia mudado completamente de estilo, respirando uma atmosfera pesada de metal e agitação barulhenta.

Alguns dos amigos mais próximos de Bento Passos improvisavam um DJ com violino e alaúde, enquanto outro batia na bateria com entusiasmo, balançando a cabeça.

— Pode deixar, Bento — respondeu Kauê, indo buscar.

— E aí, Zoé, o que achou? — Bento Passos apontou com o queixo para o salão.

Zoé, com as duas mãos nos bolsos, olhou para o palco, onde uma parede inteira dourada exibia, em letras metálicas imponentes e ousadas:

“Feliz Aniversário, Zoé”

No alto, um grande modelo de árvore de pinheiro e outro de garça branca decoravam a cena.

Parecia mesmo festa de octogenário, com direito até a símbolos de longevidade.

Zoé ergueu a sobrancelha, a voz preguiçosa e despreocupada, com um toque de ironia:

— Tá ótimo, velho e novo ao mesmo tempo.

— Hahahahahahaha...

Fernando Duarte se acabava de rir.

No centro do salão, uma longa mesa exibia um bolo de três andares de pérolas negras e várias comidinhas ao redor.

Zoé pegou algo para comer e, com o grupo, foi para um dos sofás jogar cartas.

Quando Henrique Farias e Pedro Soares chegaram, encontraram um monte de adolescentes jogando cartas com adesivos grudados no rosto.

Só Bento Passos estava com o rosto limpo.

O “bad boy” da escola podia não ser bom nos estudos, mas em festa, comida ou jogos, era imbatível. Prova ele podia até reprovar, mas jogo nunca perdia.

— E a minha irmã? — Pedro Soares olhou em volta, sem encontrá-la.

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