Talita Santos só percebeu a mensagem sobre a entrega no celular depois de almoçar.
O aviso destacava: “objeto grande e pesado”.
Samuel Castro, Rui Costa e Mariana Pedrosa resolveram acompanhá-la para buscar a encomenda.
O porteiro, um senhor de idade, fez um grande esforço para descer a caixa e advertiu:
— Está bem pesada, tomem cuidado, viu?
Samuel Castro se abaixou para tentar pegar a caixa, mas não conseguiu levantar.
— Senhor Samuel, acho que está faltando força aí, hein — brincou Rui Costa, com ar provocador.
Samuel Castro se levantou, deu passagem e ergueu o queixo:
— Então tenta você.
— Vou te mostrar o que é força de verdade! — Rui Costa se preparou, inspirou fundo, curvou-se com confiança... e também não conseguiu tirar a caixa do lugar.
— ...
O porteiro os olhou de soslaio, com um misto de espanto e incompreensão no rosto.
Ele já era um senhor, então era esperado que tivesse dificuldade.
Mas aqueles dois rapazes altos, cada um com quase um metro e noventa, não conseguiam sequer mexer a caixa que a jovem bonita estava prestes a pegar.
De que adiantava tanta altura?
Constrangido por não conseguir, Rui Costa parou de provocar Samuel Castro, coçou o nariz e perguntou a Talita Santos:
— Talita, o que você comprou para ser tão pesado assim?
— Nem sei... — Talita Santos balançou a cabeça, intrigada. Não lembrava de ter comprado nada ultimamente.
E ainda por cima, uma caixa tão grande.
Pensando um pouco, ela pediu emprestado um estilete ao porteiro e abriu a caixa.
No centro, um embrulho vermelho com letras douradas chamou imediatamente a atenção de Talita Santos.
No instante em que leu, seu corpo inteiro ficou tenso, tomada de ansiedade.
Quase por instinto, quis fechar a caixa imediatamente.
Fechá-la bem fechada.
Sem deixar ninguém ver.
Rui Costa recusou de imediato, sem hesitar:
— Sem passar pela seleção e controle de qualidade do mercado, não dá para confiar, né?
Samuel Castro e Mariana Pedrosa também recusaram.
— Talita, nem você deveria comer algo assim, vai que te faz mal — aconselhou Rui Costa. — Melhor jogar fora.
O porteiro ouviu aquilo sem surpresa.
Afinal, eram todos jovens de família abastada, com saúde valiosa.
Mas ele achou um desperdício jogar fora uma caixa de romãs tão bonitas.
Então sugeriu:
— Se não quiserem, podem deixar aqui comigo.
Talita Santos hesitou. Parecia desconfortável em repassar a outra pessoa algo que fora dado especialmente para ela.
Após alguns instantes de dúvida, ela decidiu:
— É verdade, são tantas que não vou conseguir comer sozinha. Vou pegar uma para mim, e o resto pode ficar com o senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...