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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 71

Talita Santos só percebeu a mensagem sobre a entrega no celular depois de almoçar.

O aviso destacava: “objeto grande e pesado”.

Samuel Castro, Rui Costa e Mariana Pedrosa resolveram acompanhá-la para buscar a encomenda.

O porteiro, um senhor de idade, fez um grande esforço para descer a caixa e advertiu:

— Está bem pesada, tomem cuidado, viu?

Samuel Castro se abaixou para tentar pegar a caixa, mas não conseguiu levantar.

— Senhor Samuel, acho que está faltando força aí, hein — brincou Rui Costa, com ar provocador.

Samuel Castro se levantou, deu passagem e ergueu o queixo:

— Então tenta você.

— Vou te mostrar o que é força de verdade! — Rui Costa se preparou, inspirou fundo, curvou-se com confiança... e também não conseguiu tirar a caixa do lugar.

— ...

O porteiro os olhou de soslaio, com um misto de espanto e incompreensão no rosto.

Ele já era um senhor, então era esperado que tivesse dificuldade.

Mas aqueles dois rapazes altos, cada um com quase um metro e noventa, não conseguiam sequer mexer a caixa que a jovem bonita estava prestes a pegar.

De que adiantava tanta altura?

Constrangido por não conseguir, Rui Costa parou de provocar Samuel Castro, coçou o nariz e perguntou a Talita Santos:

— Talita, o que você comprou para ser tão pesado assim?

— Nem sei... — Talita Santos balançou a cabeça, intrigada. Não lembrava de ter comprado nada ultimamente.

E ainda por cima, uma caixa tão grande.

Pensando um pouco, ela pediu emprestado um estilete ao porteiro e abriu a caixa.

No centro, um embrulho vermelho com letras douradas chamou imediatamente a atenção de Talita Santos.

No instante em que leu, seu corpo inteiro ficou tenso, tomada de ansiedade.

Quase por instinto, quis fechar a caixa imediatamente.

Fechá-la bem fechada.

Sem deixar ninguém ver.

Rui Costa recusou de imediato, sem hesitar:

— Sem passar pela seleção e controle de qualidade do mercado, não dá para confiar, né?

Samuel Castro e Mariana Pedrosa também recusaram.

— Talita, nem você deveria comer algo assim, vai que te faz mal — aconselhou Rui Costa. — Melhor jogar fora.

O porteiro ouviu aquilo sem surpresa.

Afinal, eram todos jovens de família abastada, com saúde valiosa.

Mas ele achou um desperdício jogar fora uma caixa de romãs tão bonitas.

Então sugeriu:

— Se não quiserem, podem deixar aqui comigo.

Talita Santos hesitou. Parecia desconfortável em repassar a outra pessoa algo que fora dado especialmente para ela.

Após alguns instantes de dúvida, ela decidiu:

— É verdade, são tantas que não vou conseguir comer sozinha. Vou pegar uma para mim, e o resto pode ficar com o senhor.

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