— Cruz credo! — Jonas Neto lançou um olhar severo para ela. — Se apaixonar é mesmo a maldição mais cruel para uma garota tão linda.
Zoé Santos soltou uma risada. — Suas opções de acessórios estão bem escassas, hein? Que pobreza! Vou pedir para te mandarem uma caixa de joias.
As peças que ela oferecia eram sempre exclusivas.
— Se cada vez que você me insultasse eu ganhasse uma recompensa dessas, pode me insultar à vontade. — Jonas Neto fechou os olhos, abriu os braços e estufou o peito na direção dela.
Zoé Santos apenas o encarou em silêncio.
Não tinha disposição para perder mais tempo com aquilo.
— Vou te mandar uns comprimidos fitoterápicos, dá uma olhada nos ingredientes depois. — Os dedos longos e claros de Zoé Santos acariciaram um pequeno pingente dourado.
Ao tocar em um assunto sério, Jonas Neto retomou o tom frio e profissional. — Tudo bem, mas só vou descer da serra daqui a alguns dias, então vai ter que esperar um pouco.
Zoé Santos assentiu.
— E como você está de saúde ultimamente?
Jonas Neto se aproximou um pouco mais da câmera, examinando atentamente o rosto dela. — Aparenta estar bem, não parece tão irritada como antes... Tem dormido melhor esses dias?
— Quem não sente sono durante a aula? — Zoé Santos jogou o braço para trás, apoiando-se relaxada no encosto da cadeira.
Jonas Neto lembrou das aulas do último ano do colégio que ela estava frequentando e não conseguiu evitar um leve estremecimento no canto da boca.
— Vou desligar. — Zoé Santos avisou, pronta para fechar o notebook.
— Espera aí — Jonas Neto a interrompeu. — Seu aniversário está chegando, dezoito anos, não é pouca coisa. Quer ganhar o quê de presente?
Zoé Santos parecia despreocupada, sem interesse especial por presentes. — Só me prepare mais daqueles remédios.
Assim não correria o risco de ficar sem nada e ainda teria que cuidar do negócio dos outros.
— Fechado, quando eu descer a serra providencio tudo, pode deixar. — Jonas Neto bateu no peito, perdendo por um segundo toda a pose glamourosa.
...
Na manhã seguinte.
O olhar de Talita Santos percorreu aquele rosto absurdamente bonito, com um brilho sombrio passando rapidamente pelos olhos.
Mas, ao recordar que Zoé Santos não possuía talento algum, chegando até a ser ignorante em certos assuntos, e que toda a atenção da família Santos estava voltada para ela, o sorriso de Talita se alargou ainda mais.
Depois do café.
O motorista já esperava no pátio.
Zoé Santos segurou a alça da mochila preta com um dedo e entrou no banco da frente.
Nesse momento, Joana veio correndo, com metade do rosto ainda inchado.
— Srta. Zoé, eu realmente reconheço meu erro, não devia ter lhe faltado com respeito, peço mil desculpas, me permita continuar com a família Santos...
Talita Santos, que acabava de sair da casa, olhou para Joana com aparente compaixão.
Mordeu os lábios e, virando-se para Zoé Santos, pediu de forma gentil:
— Zoé, a Joana sempre cuidou bem de todo mundo. Ela é boa pessoa, só tem um jeito meio ríspido, mas é coração mole, sabe? Mesmo tendo dito coisas desagradáveis, tenho certeza que foi sem intenção. Não é nada demais, será que... você poderia deixar isso pra lá?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Zoé Santos:A Fênix de Cidade R
Tenham mais respeito com os leitores...
Quando o autor vai atualizar os cap?em outro app já tá no 319...