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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 57

Ao lado, Joana parecia não aguentar mais as justificativas dela e aconselhou,

— Srta. Zoé, o senhor já está sabendo de tudo. Os estudantes de Lumiar só estavam no seu caminho e você foi cruel demais, bateu neles daquele jeito... Isso foi pura maldade.

Zoé Santos permaneceu em silêncio, pegou o celular e acessou o grupo da turma do nono ano.

No grupo oficial da turma, ninguém conversava à toa. A última mensagem ainda era o vídeo que Erick Rocha havia enviado na hora do almoço.

Joana, achando que Zoé Santos não teria mais argumentos, deixou escapar um olhar de satisfação.

Quando o senhor também se decepcionasse com ela, queria ver se ela teria coragem de continuar tão arrogante.

Ela trabalhava para a família Santos há tantos anos e jamais alguém a havia tratado com tamanha falta de respeito.

Nesse momento, Zoé Santos estendeu o celular para Bruno.

Bruno abaixou os olhos e viu que era um vídeo.

O vídeo era curto, pouco mais de um minuto. Bruno assistiu, franziu levemente as sobrancelhas e imediatamente entregou o aparelho ao senhor.

As imagens estavam bem nítidas.

Era mesmo como Talita Santos havia contado: o outro rapaz bloqueou o caminho de Zoé Santos.

Mas não só isso — ele também a provocou com palavras e atitudes insolentes, um sorriso malicioso estampado no rosto jovem.

Sr. José devolveu o celular para Zoé Santos.

Os dedos longos e delicados da jovem giravam o aparelho entre as mãos.

— Zoé não provocou nada — disse Sr. José, apoiando a mão pesada sobre a bengala de madeira entalhada, a voz grave e firme. — Joana, peça desculpas à Zoé. Se ela aceitar, você pode continuar trabalhando na família Santos. Se não, terá de sair ainda hoje à noite.

Joana ficou lívida.

— Senhor...

Rubens Santos franziu o cenho.

— Pai, o que o senhor quer dizer com isso?

— Pai, Joana sempre foi dedicada à família Santos por décadas. O que ela fez para Zoé, para merecer ser mandada embora? — Patrícia Lacerda parecia incrédula. — Só pelo que ela acabou de dizer? Em que ela errou? Zoé Santos sempre se mete em brigas, é violenta. Tudo o que já aprontou em Aldeia N, não só a família Santos, mas toda a alta sociedade de Cidade R sabe disso.

— E agora temos que tratar uma reincidente dessas como se fosse especial? — Patrícia Lacerda ironizou, rindo de canto.

Vendo que Rubens Santos e Patrícia Lacerda estavam do seu lado, Joana relaxou, lançando um olhar de desprezo para Zoé Santos.

Bruno ficou paralisado por um instante.

Joana, agora aliviada, ergueu as sobrancelhas e sorriu para Zoé Santos.

— Srta. Zoé, o senhor está certo. É bom controlar mais o próprio comportamento. Por que será que essas pessoas só incomodam você e não os outros?

Zoé Santos se virou, lançando um olhar para Rubens Santos.

Era apenas um olhar calmo, mas Rubens quase sentiu um peso insuportável, paralisando-o.

No instante seguinte, a jovem se levantou de repente.

O estalo de um tapa ressoou alto, voltando com força no rosto de Joana.

Ninguém conseguiu acompanhar o movimento de Zoé Santos.

Joana caiu pesadamente no chão. O sangue escorreu do nariz e do canto da boca, ela ficou prostrada, demorando a se recompor.

Thiago Santos, perplexo, ergueu os olhos.

Zoé Santos estava relaxada, com uma perna dobrada, pegou um lenço umedecido e limpava as mãos com calma.

O sorriso era insolente e provocador, mas o tom era extremamente educado.

— Foi alto o suficiente, Sr. Santos?

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