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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 54

Pedro Soares ficou em silêncio.

Zoé Santos só queria assustar Pedro Soares — afinal, ele falava demais.

Vendo que ele tinha entendido o recado, ela não perdeu mais tempo: ajeitou o relógio de metal no pulso, pegou a mala e se preparou para sair.

Henrique Farias então perguntou de repente:

— Como você vai voltar? Vai chamar um táxi?

Zoé Santos apenas virou o corpo, olhando de lado para ele, sem responder.

Henrique Farias pegou o celular, o maço de cigarros e o isqueiro, saiu de trás do balcão e perguntou:

— Me dá uma carona? Levaram meu carro.

Ao terminar, encarou os olhos frios e indiferentes da garota.

Ele esboçou um leve sorriso de canto, a voz baixa e rouca, cheia de magnetismo:

— Relaxa, eu pago o táxi.

Zoé Santos passou os dedos finos pela máscara preta, suas pernas longas já se dirigindo para a porta.

— Deixa comigo — Henrique Farias pegou a mala da mão dela, puxou a cortina e deixou que ela passasse primeiro.

Pedro Soares assistiu aos dois saírem como se ele nem existisse, completamente ignorado.

Só depois de um bom tempo, Pedro Soares finalmente caiu em si.

Zoé Santos não ia matá-lo.

A imponência da garota era tão assustadora que ele quase esqueceu quem eram seus próprios pais.

Esqueceu que ele também era um dos herdeiros da família Soares, alguém de status — não era para perder a vida desse jeito tão fácil.

No fim, era só paranoia.

Mas pensando bem...

Ele não teria coragem de apostar se ela realmente não seria capaz de acabar com ele.

Afinal, aquela garota parecia ter força e recursos de sobra...

...

Do lado de fora, Henrique Farias abriu a porta do carro, e Zoé Santos se abaixou para entrar.

Ele entrou pelo outro lado.

O espaço do táxi era pequeno demais para suas pernas compridas, que ele mal conseguia acomodar.

No final, teve que abrir bem as pernas e se recostar no banco.

Mal tinham se ajeitado, o motorista se virou para Zoé Santos e comentou:

Zoé Santos não respondeu, apenas tocou de leve o mostrador do relógio preto em seu pulso.

Henrique Farias percebeu, arqueou de leve as sobrancelhas — um lampejo de riso cruzou seus olhos profundos, logo desaparecendo.

Ele tirou do bolso uma pequena caixa de madeira e a entregou para ela, a voz rouca, descontraída, agora com um tom de gentileza:

— Use isso. Se funcionar, pode tomar menos remédio.

Presente vindo do senhor Henrique.

Zoé Santos não recusou de imediato. Abriu e olhou.

Era um pequeno amuleto dourado, vazado, em formato de cabaça. Dentro, pequenas pílulas cinza-escuras, presas por uma delicada corrente de ouro.

Um leve aroma de sândalo misturado a um cheiro medicinal desconhecido se espalhou, trazendo calma e serenidade.

Um incenso calmante.

Era coisa boa.

Zoé Santos aceitou:

— Quanto custa?

— Não foi nada — Henrique Farias, com a mão esquerda no celular, abria o WhatsApp para adicionar o PIX: — Tem que trocar essas pílulas de tempos em tempos. Quando eu fizer mais, te aviso e mando entregar.

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