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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 51

— O que houve, Talita? — perguntou Thiago Santos, olhando para ela, percebendo de repente que parecia faltar alguém em casa.

Ele se virou para o motorista:

— Não buscou a Zoé junto com os outros?

O motorista respondeu, visivelmente nervoso:

— Sr. Thiago, a Srta. Zoé saiu da escola e pegou um táxi direto. Não faço ideia de para onde ela foi...

Assim que terminou de falar, todos ficaram imóveis, voltando-se para ver a expressão do Sr. José.

O rosto envelhecido, mas ainda cheio de vigor, não demonstrava emoção alguma.

Patrícia Lacerda, que nunca simpatizara com Zoé Santos, riu ironicamente, sem se preocupar em esconder o desprezo:

— Pai, olhe só, vê se o senhor consegue controlar ela.

Talita Santos franziu as sobrancelhas delicadas, mordeu levemente o lábio e, hesitante, começou a explicar:

— Hoje no almoço, a Zoé brigou com um aluno do Lumiar.

O semblante de Rubens Santos escureceu imediatamente.

Logo no primeiro dia de aula e já arrumando confusão.

Thiago Santos lançou um olhar para o patriarca, mas não se apressou em apontar culpados. Perguntou com calma:

— O que aconteceu, alguém tentou intimidar a Zoé?

Talita Santos balançou a cabeça:

— Não sei exatamente. Quando acordei da sesta, todos os posts no fórum já tinham sido apagados. Ouvi de colegas que parece que a Zoé foi até uma lan house, o outro aluno bloqueou sua passagem, e então ela bateu nele.

— O quê?! — Rubens Santos exclamou, incrédulo e furioso. — Só porque alguém bloqueou o caminho, já partiu pra briga? Ela pensa que é uma dessas desordeiras de rua?!

Thiago Santos franziu ligeiramente o cenho, largou o café, e perguntou, com voz serena, olhando para Talita:

— Isso foi grave? Como resolveram no final?

A direção da escola não telefonara para a família Santos.

Thiago Santos supôs que, por consideração a Talita, a direção preferiu não dar maiores proporções ao caso.

— Acho que não foi grave — disse Talita. — A Zoé é boa de briga, Bento Passos parece que até gostou dela. Ouvi dizer que ficaram amigos. Como o Bento Passos protegeu, ninguém quis levar adiante.

Os rostos de todos assumiram expressões de difícil leitura.

O rosto do velho já não estava mais sereno. Ele esfregava o topo de sua bengala de madeira, sem dizer uma palavra.

Talita Santos apertou os lábios, falando com sinceridade:

— Vovô, a Zoé já entrou em Cidade H. Acho que devíamos tentar encaminhá-la para algo positivo, incentivá-la a estudar, a se aperfeiçoar. Não podemos...

Ela conteve-se a tempo, claramente preocupada com o futuro de Zoé, mas sem coragem de dizer nada mais duro.

Depois de uma breve pausa, continuou:

— Embora o Reitor Roberto tenha aceitado a Zoé em Cidade H por minha causa, não sei até quando minha influência pode protegê-la. Se ela for punida ou expulsa pela escola, temo que eu mesma possa acabar prejudicando minha relação com o Reitor Roberto.

Ao ouvir isso, todos ficaram ainda mais sérios.

Zoé Santos agir de forma irresponsável já era motivo suficiente para envergonhar a família Santos.

Mas se ela criasse problemas e ofendesse o Reitor Roberto, poderia comprometer o futuro da família.

Além disso, prejudicaria a boa impressão que o Reitor Roberto tinha de Talita.

Diante disso, Patrícia Lacerda perdeu a paciência e falou com dureza:

— Antes da Talita, nenhum jovem das famílias tradicionais de Cidade R teve oportunidade de se aproximar do Reitor Roberto. Talita conseguiu isso com muito esforço. Vocês realmente vão deixar Zoé Santos colocar tudo a perder?

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