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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 25

Talita Santos sempre foi uma pessoa exemplar, de bom coração, e Samuel Castro conhecia essas qualidades como ninguém.

Porém, só de pensar no tipo de pessoa que Zoé Santos era, seu semblante frio se contraía levemente.

Depois que Zoé Santos entrou em Cidade H, seria melhor que ela se comportasse, para não envergonhar Talita.

Samuel Castro baixou os olhos e mandou uma mensagem para Talita Santos:

— Quando você volta para a escola? Tenho uma questão que queria que você desse uma olhada.

Talita Santos respondeu:

— Volto amanhã. Me manda uma foto da questão.

Samuel Castro tirou foto e enviou para ela.

Talita Santos:

— Assim que eu resolver, te mando a resposta.

Samuel Castro:

— Beleza, sem pressa.

Talita Santos mandou um sticker fofo.

Samuel Castro respondeu com outro.

Na escola, Samuel Castro era reservado e distante. Só com Talita Santos demonstrava tanta paciência.

No hotel, Asafe admirava seu próprio feito, pernas longas esticadas, o tom de voz vibrante:

— Consegui emendar vinte e oito vitórias seguidas!

Virou-se para Zoé Santos:

— Zoé, amanhã vou para Cidade E, quer ir comigo se divertir?

A garota estava afundada na cadeira gamer, pernas cruzadas apoiadas na mesa, ar despojado e rebelde.

Despreocupada e ousada.

— Não vou — Zoé Santos respondia distraída, digitando no celular com uma mão e segurando uma lata de refrigerante gelado com a outra, dedos longos e bonitos, voz preguiçosa. — Tenho aula.

O movimento de espreguiçar de Asafe parou de repente. Ficou um tempo em silêncio e então disse:

— ...Hã?

Aula?!

Zoé Santos terminou o que estava fazendo, tomou o último gole do refrigerante, amassou a lata e jogou no lixo.

Abaixou as pernas, pegou a mochila no sofá, jogou sobre um ombro, acenou de costas:

— Tô indo.

— Vai pra casa? — perguntou Asafe.

Zoé Santos semicerrava seus belos olhos escuros.

Casa?

— Bairro Oculto — Zoé colocou o boné preto, abriu a porta do quarto do hotel.

— Vai buscar o remédio? — Asafe se levantou, pegou as chaves do carro. — Te levo lá.

No caminho, Asafe ainda parecia não acreditar:

— Zoé, só sabe o básico de defesa pessoal, né?

Pelo visto, o trauma foi grande. Tsc, tsc.

Os olhos negros de Zoé estavam frios; ela enfiou as mãos nos bolsos e, sob os olhares atentos ao redor, adentrou a viela e levantou a cortina da farmácia.

Parecia que tinham chegado ervas novas; o cheiro estava diferente.

Um frescor suave pairava no ar.

Aroma agradável.

Zoé bateu duas vezes no balcão de madeira, a voz baixa e calma:

— Boa tarde. Vim buscar o remédio.

A poltrona alta virou devagar, de costas para ela.

Zoé se deparou com um olhar profundo e escuro.

O homem tinha a pele pálida, feições perfeitas, contornos marcantes e imponentes.

Um rosto que, à primeira vista, era de uma beleza estonteante.

A aura era forte, de alguém acostumado a comandar, um desdém natural e preguiçoso.

Ele se levantou — alto, esguio, com pernas longas que superavam a altura do balcão.

Cintura fina, pernas compridas, impossível não notar.

Com dedos longos e frios, apagou o cigarro no cinzeiro, ergueu os olhos para ela e estendeu a mão:

— A receita.

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