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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 113

Ele realmente achava que a família Passos conseguiria protegê-lo para sempre, permitindo que ele fizesse o que quisesse sem consequências?

— Então era isso. — Pedro Soares sorriu, mas o olhar permanecia frio e penetrante. — Agora entendo por que minha irmã foi embora de repente. Porque vocês acharam que, por ela ter uma origem humilde, era natural jogar toda a culpa em cima dela quando algo sumia, como se fosse óbvio. Usaram o poder para humilhá-la.

Sr. José ficou completamente paralisado.

Um zumbido percorreu a cabeça de todos ali presentes; estavam tão atordoados que mal conseguiam reagir.

Pedro Soares, da família Soares... estava defendendo Zoé Santos?

E ainda a chamou de "irmã"?

Talita Santos olhou para Pedro Soares, incrédula.

Pedro Soares conhecia Zoé Santos?

Entre eles havia um abismo social quase intransponível. Como Zoé Santos poderia ter contato com alguém da família Soares?

O olhar de Pedro Soares passou rapidamente por Sr. José, Rubens Santos e Thiago Santos... e então parou por um segundo no vestido de alta costura caríssimo que Talita Santos usava.

Logo em seguida, esboçou um sorriso enigmático.

— A família Santos realmente é cheia de surpresas. Cada um com um olhar mais perspicaz que o outro.

Dito isso, Pedro Soares virou-se e foi embora.

Os olhos envelhecidos de Sr. José faiscavam de ansiedade enquanto ele esfregava sem parar a cabeça do cajado entre as mãos. Sua pressão parecia subir sem controle.

Foi só então que ele percebeu algo importante.

O destaque da festa da família Santos naquela noite não era Talita Santos, mas sim Zoé Santos...

— Me dê o celular. — Sr. José pegou o aparelho das mãos de Bruno e ligou para Zoé Santos.

...

O Bentley preto deixou o hotel e entrou na avenida principal.

Henrique Farias, com uma das mãos no volante, pegou um pirulito sabor cola no porta-luvas e o estendeu para ela.

Zoé Santos olhou para aquela mão longa e elegante e aceitou.

Tirou o papel do pirulito e colocou na boca.

O celular vibrou no bolso. Ela deu uma olhada e desligou a chamada imediatamente.

— Pra onde vamos? — perguntou Henrique Farias.

Zoé Santos ajustou a temperatura do ar-condicionado para o mínimo, com o dedo pressionando o botão.

— Para a casa da família Santos. Preciso pegar minhas coisas.

— Vai se mudar?

— Sim.

Ela confirmou com um leve aceno de cabeça e, no celular, enviou uma mensagem:

"Remova todos os meus dados pessoais e registros da Cidade R, vinculados à família Santos."

A resposta veio rapidamente:

"Tudo será transferido de forma independente, ou...?"

Zoé Santos completava dezoito anos naquele dia, estava oficialmente adulta, podia ser independente.

Sem hesitar, respondeu:

"Transfira de volta para onde era antes."

Isso significava transferir para a área de Yasmim Castro.

Do outro lado, nunca questionavam suas ordens:

"Entendido."

O celular vibrou novamente.

Dessa vez era Renata Senna.

Zoé foi direta:

"Nos vemos no início das aulas."

Renata Senna:

"Certo."

Henrique Farias a observou de relance.

O semblante da jovem não mudava muito, quase não demonstrava emoção, mas Henrique sentia claramente que ela estava mais leve e à vontade.

Com quem estaria conversando para ficar tão animada?

Só quando ela guardou o celular, ele continuou:

— Para onde vai se mudar?

Zoé Santos lambeu os lábios.

— Vou ficar no hotel por enquanto, até as aulas começarem. Depois, fico no alojamento da escola.

Um brilho quase imperceptível passou pelos olhos profundos de Henrique Farias.

— Não vai querer passar todos os finais de semana e feriados no hotel, não é? Não é muito prático.

Zoé virou o rosto, curiosa.

Henrique tamborilava o volante com os dedos, sem olhar para ela.

— Por que não mora no meu apartamento?

Zoé semicerrrou os olhos.

Henrique continuou, impassível:

— No Palácio Aroma eu quase não fico. O lugar tem ótimos serviços, muita privacidade. Posso até contratar alguém para cuidar de você. Se enjoar da comida do refeitório, pode ir para o Palácio Aroma de vez em quando e variar o cardápio.

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