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Zoé Santos:A Fênix de Cidade R romance Capítulo 108

Ao ouvir essas palavras, Patrícia Lacerda mudou de expressão.

— Srta. Costa, não chame a polícia, por favor. Fique tranquila, vamos lhe dar uma satisfação.

Seria uma vergonha terrível se a polícia aparecesse justamente numa festa tão importante da família Santos.

— Zoé Santos, não seja tão teimosa! Entregue já o diamante ao Thiago, peça desculpas à Srta. Costa, está ouvindo?

A voz de Patrícia Lacerda saiu dura e impaciente. Ela até pensou em tomar à força o saquinho de veludo preto das mãos de Zoé Santos, mas recuou, temendo que Zoé, em seu estado, reagisse de forma imprevisível.

— O quê? Não entendeu o que eu acabei de dizer? — Zoé Santos ergueu o olhar gélido, o semblante rígido e distante.

Os dedos delicados acariciaram distraidamente o mostrador metálico do relógio. — Aproveitem que ainda tenho paciência para conversar. Seria melhor que prestassem atenção ao que eu digo.

Thiago Santos franziu levemente a testa, tentando manter a compostura.

— Zoé, a insistência pelo orgulho tem hora e lugar...

Antônia Costa semicerrava os olhos, fitando Zoé Santos.

— Já que não valoriza a oportunidade, não me resta alternativa senão chamar a polícia.

Talita Santos, igualmente preocupada com a própria festa de debutante, se apressou, aflita:

— Veterana, eu...

— Tia Patrícia, Talita, fiquem tranquilas. Não vou estragar a festa da Talita. Podemos esperar o fim da celebração para chamar a polícia. Mas...

O olhar de Antônia Costa deslizou para Zoé Santos.

— Quero que Zoé Santos e os demais permaneçam nesta sala, sem sair para lugar algum. Espero que a família Santos coloque alguém na porta.

Talita Santos, aliviada, foi a primeira a concordar com a sugestão.

A mera presença de Zoé Santos já era suficiente para deixá-la desconcertada.

Mas havia um problema: Bento Passos estava na sala, o que dificultava qualquer explicação ao Prefeito João.

Patrícia Lacerda e Thiago Santos hesitavam.

O clima era de impasse.

Foi então que um grupo entrou.

Na frente, Sr. José e Bruno. Atrás, um homem e uma mulher de presença marcante e traços impecáveis.

Ao ver um rosto familiar, os olhos de Antônia Costa brilharam. Ela sorriu calorosamente e foi ao encontro da mulher.

— Tina, que surpresa vê-la aqui!

A voz de Sr. José soou grave e autoritária, sem espaço para objeções.

Zoé Santos levantou-se do sofá e virou-se.

Seus olhos frios passaram primeiro por Sr. José, depois pousaram em Felipe Batista e Tina.

— Querem mesmo que eu peça desculpas? — Zoé perguntou, uma das mãos no bolso, o tom despreocupado.

Nos lábios delicados, um sorriso atrevido.

Tina piscou, surpresa, um misto de incredulidade e admiração no olhar.

— Mestra?

Por um instante, todos os membros da família Santos e Antônia Costa ficaram completamente atônitos.

O silêncio reinou por dois segundos, denso como nunca.

Todos sabiam quem era Tina. Porém, ali estava ela, tratando Zoé Santos com tamanha reverência.

Felipe Batista voltou-se para Antônia Costa, o olhar impassível, frio.

— Se entendi corretamente, Srta. Costa, a senhorita está dizendo que a Zoé Santos, nossa renomada designer da Vca, danificou a joia de alto valor que você pegou emprestada e ainda quis ficar com o diamante?

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