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Você É A Flor Que Floresce No Meu Mundo Estéril romance Capítulo 246

"Poof—" Roberto cuspiu mais uma vez uma boca cheia de sangue.

Devido ao excesso de sangue em sua garganta, ele engasgou e começou a tossir violentamente, mas seus olhos ainda exibiam um sorriso insano:

"Você acha que, naquela noite, houve um momento em que ela pensou que eu era você?"

Ezequiel, ao ouvir isso, teve suas pupilas contraídas e estava prestes a agir.

Mas ao seu lado, Belmiro permaneceu com uma expressão serena.

Ele disse calmamente: "Já falou o bastante?"

Roberto ainda sorria, mas seu corpo começou a convulsionar.

O veneno que ele mantinha escondido entre os dentes finalmente foi usado hoje.

"Ela não teve coragem de te contar, e esse segredo será enterrado comigo..."

Roberto não terminou a frase, mas as palavras restantes já não conseguiam ser expressas.

Na cama, Davi, que até então estava imóvel, finalmente reagiu.

Ele lutou para se levantar, com raiva e arrependimento nos olhos: "Chega! Roberto, vocês são irmãos de sangue!"

"Hoho—" Roberto soltou um riso baixo da garganta, como um fole rasgado, e olhou fixamente para Belmiro, com um olhar cheio de ressentimento, ciúme, ódio e uma sensação de libertação.

No entanto, todos os seus sorrisos cessaram com as palavras de Belmiro.

Belmiro disse: "Sabe por que eu não me importo? Primeiro, eu confio nela. Segundo, mesmo que algo tenha acontecido, ela foi a vítima."

"Mas o mais importante, Roberto, é que agora você parece um bobo da corte!"

Dizendo isso, Belmiro pegou o celular e reproduziu o áudio da vigilância de Bela.

Roberto ouviu, incrédulo, com veias inchadas e olhos vermelhos.

Belmiro, entretanto, virou-se e voltou com uma seringa, injetando-a no pescoço de Roberto.

"Eu não vou deixar você morrer tão rápido." Belmiro deu um tapinha no rosto de Roberto:

"Pelo menos, não até que a enzima dissolvente tenha efeito total. Se você vai morrer, que morra com o seu próprio rosto!"

Roberto estendeu a mão, agarrando firmemente a barra da roupa de Belmiro.

Mas Belmiro não deu atenção, ao invés disso, tirou do bolso um rosário de contas que antes pertencia a Roberto.

Roberto olhou para o rosário, suas pupilas se contraíram.

Ele não sabia o que sentir naquele momento.

Só se lembrava de quando sua mãe lhe entregou o rosário, dizendo que ao olhar para as 108 imagens de Buda que simbolizam compaixão, ele deveria aprender a perdoar os outros e a si mesmo.

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