Quando as portas do elevador se abriram, as luzes do corredor acionadas por som acenderam automaticamente.
Elisa saiu do elevador acompanhada por um estudante universitário com quem estava saindo há dois meses, e imediatamente avistou um homem encostado na parede na penumbra do corredor.
Era Ezequiel.
Elisa hesitou por um breve instante, mas logo retomou o passo como se não tivesse visto nada, conduzindo o jovem em direção ao seu apartamento.
No entanto, ao abrir a porta, ouviu uma voz calma e imperativa atrás de si: "Deixe-o ir."
A autoridade na voz era inquestionável.
O jovem ficou um pouco perdido, mas Elisa o puxou e disse: "Entre, não ligue para ele."
No segundo seguinte, Ezequiel falou com tranquilidade: "Saia, não me faça repetir."
Os olhos do jovem encontraram os de Ezequiel, e ele sentiu um calafrio percorrer seu corpo.
Jamais havia visto um olhar tão intenso.
O medo instintivo fez com que ele retirasse a mão da de Elisa e, gaguejando, disse: "Irmã Elisa, eu, eu tenho toque de recolher no dormitório hoje, preciso ir."
Dizendo isso, virou-se e saiu correndo.
Elisa já havia aberto a porta e, ao ver a cena, ficou furiosa.
O jovem era obediente, mas frente a Ezequiel, amoleceu facilmente, um covarde.
Sentindo-se desrespeitada, ela se virou para fechar a porta, mas Ezequiel segurou a porta com uma das mãos.
Parado do lado de fora, ele olhou fixamente para ela e perguntou: "O que aconteceu no hospital, não acha que me deve uma explicação?"
"O que você quer como explicação?" Elisa finalmente levantou os olhos para encarar Ezequiel: "Quer que eu peça desculpas? Tudo bem, eu estou des—"
Antes que ela pudesse terminar a palavra "culpa", Ezequiel deu um passo à frente, entrou, fechou a porta atrás de si e pressionou Elisa contra a parede.
"O que você está fazendo, Ezequiel?" Elisa, de salto alto, tentou erguer o pescoço, mas ainda era meia cabeça mais baixa que Ezequiel.
Com sua figura imponente, ele a dominava completamente, empurrando seus joelhos para forçá-la a abrir as pernas.
O cheiro avassalador dele a envolveu.
"Se me provocou, terá que arcar com as consequências."
Dizendo isso, Ezequiel selou os lábios de Elisa com os seus.
Foi como acender um pavio, e ambos foram subitamente transportados para as lembranças de cinco anos e meio atrás, de colisões e loucuras...
Na antiga Cidade L.S., areia amarela, paredes em ruínas, um hotel crivado de balas.
Elisa, aos 24 anos, apaixonou-se pela fotografia e, ao ver imagens da antiga Cidade L.S. em uma exposição, decidiu viajar para lá com apenas uma mochila.
Chegando, encontrou apenas a devastação deixada pela guerra.
Apenas três meses antes, facções haviam se enfrentado ali, resultando na erradicação de duas delas, enquanto uma se consolidou.
Foi nesse cenário que Elisa encontrou Ezequiel.
Na época, ela segurava uma câmera, capturando imagens de uma série de fotografias pós-apocalípticas que adorava.


Resumindo, naquela época, ela estava completamente encantada por Ezequiel e tomou a iniciativa de persegui-lo.
Ezequiel disse apenas uma coisa: que levaria pelo menos dois anos para sair do grupo de mercenários e levar uma vida livre, e perguntou se ela poderia esperar.
Elisa pensou que naquela época, ela estava realmente com a cabeça nas nuvens devido ao romance, então, claro, aceitou.
Nos tempos que se seguiram, ela viajou com Ezequiel para muitos lugares, sob o pretexto de fotografia, mas na verdade, todas as noites, eles estavam juntos na cama.
Ela acreditava que eles se casariam, mas depois...
Voltando ao presente, Elisa se viu sob Ezequiel na cama.

Ezequiel pressionou-se contra Elisa, sua voz rouca: "Esse rapazinho que você encontrou consegue te satisfazer como eu posso?"
"Ezequiel, seu desgraçado—"
Os insultos foram sufocados entre beijos, transformando-se em pesadas respirações.
A noite foi uma confusão.
Na manhã seguinte, Elisa acordou com a garganta e o corpo doloridos, sem um ponto que não estivesse machucado.
Ela amaldiçoou Ezequiel em sua mente por não ser humano e, com dificuldade, vestiu-se para se arrumar.
O aroma do café da manhã vinha da cozinha, e Elisa saiu para encontrá-lo já preparado, enquanto Ezequiel estava na varanda, fumando.
"Na minha casa, não aceito cheiro de cigarro," disse Elisa. "Pode ir embora."

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