Entrar Via

Uma noite, uma vida romance Capítulo 128

MADAH NARRANDO:

Renan era burro, mas nem tanto. Ele sabia exatamente qual era o jogo que estava jogando, e mais ainda, sabia que tinha perdido. Não foi surpresa quando ele aceitou o meu "convite" para pegar o avião de volta para a Itália junto com seu advogado. Raphael e eu nos encaramos enquanto assistíamos o jato decolar pela pista, com os motores rugindo como um animal ferido tentando escapar.

— Acredita mesmo que o bastardo vai ficar em silêncio, querida? — Raphael perguntou, com a voz dele sempre carregada de uma frieza calculada, apesar de todo o carinho que me dedicava.

Eu apaguei o cigarro no chão, sentindo a fumaça queimar suavemente minha garganta antes de falar.

— Espero que sim, querido, mas não confio nele. Avise seus homens para ficarem de olho assim que ele pisar em solo italiano. — Minha mente já estava dez passos à frente, como sempre. — Deixe o Bernardo de sobreaviso. Se Renan tentar qualquer coisa, vamos agir. Sem hesitar.

Raphael assentiu, com a expressão séria como de costume. Caminhamos até o meu Porsche Cayenne estacionado, e eu deslizei para o banco do motorista. Raphael, no banco do carona, estava claramente preocupado, mas não com Renan.

Sua mente estava em outro lugar, e ele não demorou para expor o que o incomodava.

— Não acho que a Duda tenha que voltar a morar em Los Angeles. Ela deveria ficar em casa, com a família, já terminou os estudos. É mais seguro aqui. — A preocupação paternal escorria de cada palavra.

Raphael sempre foi assim com Maria Eduarda, excessivamente protetor, principalmente agora.

Suspirei enquanto ligava o carro. Ele sempre foi assim, mas eu sabia como lidar.

— Meu amor, sua filha tem uma alma livre. Já tentamos prendê-la em casa, na adolescência e não deu certo. — Falei suavemente, tentando acalmá-lo. — Acho que uma viagem vai fazer bem para a Duda. Ela precisa voltar aos seus projetos, se distrair... esquecer o que aconteceu nesses últimos dias.

Raphael assentiu, mas ainda havia hesitação em seus olhos. Ele segurou minha coxa de leve, o toque dele sempre uma mistura de carinho e possessão.

— Você sempre sabe me convencer. — Ele riu, embora ainda parecesse perturbado. — Não sei onde estava com a cabeça quando deixei Maria Eduarda ficar tantos anos longe de nós.

Algo nela nunca me cheirou bem, e eu sempre seguia meu instinto.

— Quem é, querida? — Raphael perguntou, curioso.

— Dario. — Respondi enquanto lia a mensagem. — Ele está vigiando Micaela. Eu pedi para ele me informar tudo o que ela fizer. Parece que foi a uma consulta médica hoje. Não sei, mas tenho um péssimo pressentimento sobre ela. Algo me diz que devo me preocupar.

Raphael suspirou, balançando a cabeça.

— O seu sexto sentido me assusta, querida. — Ele estava prestes a continuar, mas o celular dele começou a tocar.

Ele atendeu imediatamente, com a expressão séria enquanto lidava com algum problema na empresa de bebidas.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma noite, uma vida