— Por quê? — A curiosidade de Stella foi atiçada por Lívia, e ela também baixou a voz inconscientemente.
Mesmo estando sozinhas na sala VIP, as duas pareciam agir como se estivessem trocando códigos secretos numa viela escura.
— Porque, na verdade, Bernardo Barros é impotente! — Lívia revelou.
— ... — Stella ficou estupefata.
— É sério isso? — Por causa do choque imenso, demorou um bom tempo até que ela conseguisse abrir a boca para perguntar.
— Claro que é sério, eu ouvi com os meus próprios ouvidos! — O tom de Lívia carregava um leve pesar. — Uma vez, eu e meu irmão fomos jantar. Ao passarmos por uma sala VIP, ouvimos Bernardo Barros dizendo isso com todas as letras para o velho Sr. Barros. Depois daquele dia, o velho até adoeceu e ficou internado no hospital por um longo período, provavelmente devido ao choque da notícia.
Para Stella, era realmente muito difícil acreditar que o equipamento de Bernardo Barros não funcionava, mas, dadas as qualidades dele, o fato de não ter uma namorada aos vinte e oito anos era de fato um pouco bizarro.
— Parece que até mesmo aqueles que já nascem em berço de ouro têm suas próprias amarguras.
...
Ao saírem do bar, Stella acompanhou Lívia até a casa dela.
— Se precisar de qualquer coisa, é só me falar. Minha casa é sua casa, pode ficar aqui o tempo que quiser! — Lívia já havia pedido antecipadamente para a faxineira arrumar o quarto, e sorriu para Stella.
— Depois daquele incidente no passado, apenas você ainda quis ser minha amiga. — Stella agradeceu, com a voz carregada de gratidão.
— Descanse bem e não pense muito nisso. É a família Silveira que não merece ter uma filha tão maravilhosa como você. — Sabendo que aquele incidente sempre seria uma cicatriz profunda no coração de Stella, e que nenhum consolo alheio resolveria, Lívia apenas deu tapinhas em sua mão.
Após a saída de Lívia, o celular de Stella emitiu um bipe repentino, acusando a chegada de uma mensagem de um número desconhecido.
Ao abrir, a primeira coisa que Stella viu foi a imagem de duas pessoas nuas, entrelaçadas na cama; a foto havia sido tirada pela mulher usando o reflexo do espelho.
Se fosse a Stella do passado, ver aquela foto a faria ter um colapso imediato.
No entanto, após vivenciar toda aquela série de eventos, ela apenas achou a imagem repulsiva e nauseante.
Assim que pensou em apagar a foto e bloquear o número, o celular começou a tocar; quem ligava era justamente Sofia Soares.
Stella hesitou por dois segundos antes de atender. Afinal, havia algumas coisas que ela também não queria guardar para si.
Sofia sabia muito bem que, por conta própria, logo cairia no esquecimento. Era melhor retornar ao seu país de origem naquele momento e buscar o auxílio de Fabrício Nobre.
A empresa de design de Fabrício acabava de ascender como uma marca de alto nível, e ela notara que as peças de um dos designers de lá se assemelhavam muito com as da pessoa com quem havia colaborado.
Mas como acabara de voltar, ainda não tivera tempo para conhecê-lo.
Só que aquele arranjo era de extremo sigilo, e nenhuma terceira pessoa deveria ter conhecimento sobre ele. Como Stella ficou sabendo?!
— Pelo jeito, eu acertei. O título de "designer famosa" da Senhorita Sofia foi, de fato, roubado de outra pessoa. — Stella comentou, sem pressa.
— Você me enganou! — A voz de Sofia transbordava fúria, mas logo ela soltou uma risadinha zombeteira. — E se for verdade? Você tem provas? Uma mulher inútil que só serve para viver às custas de homens... quem é que acreditaria em você?
— Tenho mais o que fazer do que te denunciar. Mas acredito plenamente que, dada a "genialidade" da Senhorita Sofia, será apenas uma questão de tempo até a verdade vir à tona. — Stella rebateu.
— Sua...!
— Além disso... — Stella a interrompeu asperamente. — De agora em diante, não me mande mais esse tipo de lixo nojento. Se você gosta tanto de catar entulho, guarde para si e admire sozinha.

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