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Uma Noite Errada, O Destino Marcado! romance Capítulo 6

O homem de repente inclinou-se para frente, apoiou o cotovelo na borda da mesa e disse, em um tom preguiçoso, mas carregado de uma ambiguidade escancarada: — Senhorita Silveira, ficarei magoado se esperar muito tempo.

Ele arrastou o som da última sílaba enquanto seu olhar deslizava pelas pontas avermelhadas das orelhas de Stella.

Com um clique metálico, o isqueiro foi aceso. O brilho da pequena chama refletiu em seus olhos, acrescentando a eles uma pitada de selvageria: — Ou será que a senhorita Silveira quer adiar propositalmente para uma próxima vez? Se for o caso, estarei muito disposto a esperar.

A expressão de Fabrício ficou completamente sombria.

— Senhor Barros, Stella é minha esposa, por favor, comporte-se!

Bernardo arqueou as sobrancelhas e, demonstrando confusão, olhou para Fabrício: — Por acaso fiz algo de inapropriado? Ou será que a senhorita Silveira, sendo a Senhora Nobre, é proibida de sair para comer na companhia de outros homens?

— Você! — Fabrício rangeu os dentes, lutando para manter o controle facial, e voltou sua atenção para Stella. — Confesso que negligenciei você ultimamente. Vamos para casa, eu vou compensar adequadamente essa minha falha.

— Não me toque. — Stella recuou um passo, escapando das mãos que Fabrício estendera na tentativa de segurá-la. Em voz baixa, advertiu: — Tentei preservar um pouco do seu orgulho. É melhor não me provocar.

Sofia, que havia sido escanteada, não estava nada feliz. Olhou cheia de inveja na direção de Stella.

Com que direito aquela herdeira falsa fazia o grande Bernardo Barros tomar as dores dela?!

E o que significava aquilo que Fabrício acabara de dizer? Que não queria mais o divórcio? Ele não odiava Stella?!

Bernardo deu de ombros. — Senhor Nobre, parece-me que a senhorita Silveira não faz mais questão do título de Senhora Nobre. Portanto, com quem ela escolhe sair para jantar não lhe diz respeito.

Ao dizer isso, ele deu uma piscadela para Stella. — Não é verdade, senhorita Silveira?

— É verdade. — Stella já não queria nem sequer lançar um último olhar a Fabrício, virou-se e disse: — Senhor Barros, vamos embora.

Com a presença de Bernardo, ninguém teve a coragem de impedir Stella, nem mesmo Fabrício.

Notando a defensiva de Stella, um lampejo de divertimento atravessou o olhar de Bernardo. De propósito, ele deu um passo para se aproximar novamente e sussurrou: — Bonitas existem muitas, de fato. Mas mulheres que são ao mesmo tempo belas e interessantes são joias raras.

— Você me lisonjeia, Senhor Barros. — Stella recuou mais uma vez, mas, de repente, percebeu que seus ombros já haviam tocado a parede.

Em pensamento, ela o xingava de pervertido. Sabendo muito bem que seu divórcio com Fabrício ainda nem fora formalizado, aquela atitude era visivelmente proposital.

Subitamente, seu pulso foi agarrado com força e, no instante seguinte, ela foi imprensada na parede do corredor.

— O que você está fazendo...

— Shh! — Bernardo ergueu a mão, quase tocando os lábios dela, e murmurou: — Desculpe, peço que a senhorita Silveira colabore um pouco comigo.

Sem dar a ela a mínima chance de entender o que estava prestes a acontecer, Bernardo acariciou delicadamente o rosto dela; seu belo rosto surgiu de imediato, cobrindo todo o seu campo de visão.

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