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Um Vício Irresistível romance Capítulo 398

Quando Jaqueline chegou ao estúdio, Isaac ainda estava lá.

Ela ficou surpresa ao vê-lo, perguntando-se por que ele ainda não havia ido embora.

A assistente aproximou-se discretamente e sussurrou em seu ouvido:

— Eu já falei com ele, mas ele insiste em esperar por você! Não teve jeito!

— Pode voltar ao trabalho. Eu vou conversar com ele. — Respondeu Jaqueline, já imaginando que Isaac só podia estar ali sob ordens diretas de Sterling. Ela decidiu que resolveria isso de uma vez por todas.

— Por que você simplesmente não aceita? — Perguntou a assistente, indignada. — É um projeto enorme! Recusar isso é jogar uma fortuna fora! Nunca vi ninguém dispensar dinheiro assim!

— Algumas coisas não são tão simples quanto parecem. É uma longa história, eu te explico depois. Agora vá trabalhar. — Disse Jaqueline, empurrando levemente a assistente. — Ah, e aproveita para publicar um anúncio de vaga online.

Depois que a assistente saiu, Jaqueline caminhou até Isaac. Seu tom era frio e distante:

— Isaac, eu já sei sobre o que você quer conversar. Pedi à minha assistente para te informar, mas agora vou repetir pessoalmente: eu não aceito a proposta de colaboração. Não aceito a caridade de Sterling e, muito menos, vou lucrar com a morte de Clarice!

Isaac observou a postura firme de Jaqueline. Ela não demonstrava submissão nem hesitação. Ele não pôde evitar pensar que, com tamanha integridade, não era à toa que ela e Clarice eram tão próximas. Havia ali uma força e um caráter que ele, em outras circunstâncias, admiraria.

Mas naquele momento, admiração não era o que ele buscava. O que ele queria era que ela aceitasse o acordo com o Grupo Davis. Afinal, essa parceria poderia transformar o pequeno estúdio em uma promessa de grande empresa. Recusar algo assim era, para ele, uma verdadeira loucura!

— Essa decisão foi tomada pelo Sr. Sterling. Se você quer recusar, terá que falar diretamente com ele. — Disse Isaac, jogando a responsabilidade para Sterling. Ele pensou que talvez Jaqueline ouvisse o próprio Sterling e mudasse de ideia.

— Então ligue para ele agora. Quero falar com ele. — Respondeu Jaqueline, encarando Isaac com firmeza.

— Aguarde um instante, vou ligar para o Sr. Sterling agora mesmo! — Disse Isaac, aliviado por poder passar o problema adiante.

Em poucos segundos, a ligação foi atendida.

— Já está tudo resolvido? — Perguntou Sterling do outro lado da linha, direto ao ponto.

Depois que Isaac partiu, Jaqueline caminhou até o escritório que havia preparado especialmente para Clarice. Sobre a mesa, as flores que costumavam ser tão vibrantes haviam secado, transformando-se em um arranjo pálido e sem vida.

Ela se sentou à mesa, fechou os olhos e respirou fundo. Tentou imaginar Clarice ainda viva, ocupando aquele espaço com o sorriso de sempre.

Mas não adiantava. Clarice estava morta. Ela nunca mais a veria.

Os pensamentos começaram a apertar seu coração, e as lágrimas escorreram novamente. Desde que soubera da morte de Clarice, Jaqueline já havia chorado inúmeras vezes.

Clarice, que um dia fora uma luz insubstituível em sua vida, agora não passava de uma lembrança dolorosa. A ausência dela deixava um vazio imenso, como uma paisagem devastada após uma tempestade cruel, sem nada além de desolação.

Mas o que ela podia fazer? Chorar até perder a visão não traria Clarice de volta.

Enquanto ela tentava se recompor, sua assistente entrou no escritório. Ao vê-la chorando daquela forma, a mulher arregalou os olhos, assustada.

— Chefe, o que aconteceu? Quem foi que te fez chorar? — Perguntou, preocupada.

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