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Três Anos Desperdiçados em Troca da Verdadeira Felicidade romance Capítulo 41

O céu começava a escurecer, e as luzes do corredor brilhavam intensamente.

Os olhos de Anselmo adquiriram um tom profundo e escuro, e sua voz soou fria e grave.

— Não precisa.

Bruna fez um bico e murmurou baixinho:

— Eu sabia que você ia recusar. A Luciana é ótima, mas já faz tantos anos que vocês terminaram. Já era hora de você seguir em frente.

Cynthia acabara de abrir a porta para ir ao banheiro quando ouviu essa frase de repente e parou no meio do caminho.

Ao vê-la sair, Anselmo olhou em sua direção.

Bruna também olhou.

— Cynthia, já saiu? Não vai conversar mais um pouco com sua mãe?

Cynthia evitou o olhar de Anselmo, sentindo-se um pouco culpada por ter ouvido a conversa alheia sem querer, embora não tivesse sido sua intenção.

— Vou ao banheiro.

Bruna disse:

— Ah, certo, tudo bem.

Cynthia passou por Anselmo sem olhá-lo.

Anselmo observou as costas esguias da garota desaparecerem pelo corredor, com um olhar profundo e sombrio.

...

Cynthia ficou mais um tempo conversando com a mãe e, quando saiu do hospital, já passava das nove da noite.

O inverno em Horizonte Azul era mais frio que em Porto do Sopro Solar, com a temperatura externa em torno de dez graus negativos.

O vento cortante soprava pequenos flocos de neve, e Cynthia estremeceu, apertando a gola do seu casaco de plumas.

Um Rolls-Royce Cullinan parou na sua frente, e o motorista abriu a porta de trás.

Bruna disse:

— Cynthia, entre no carro primeiro. Meu irmão vai te levar para onde você vai ficar. Eu tenho um assunto para resolver antes.

— Certo.

Cynthia entrou no carro, e Anselmo a seguiu logo depois.

O Cullinan deslizava pela noite, com as luzes de néon das ruas piscando ao longo do caminho.

No banco de trás, havia dois assentos individuais.

Anselmo recostou-se na cadeira e fechou os olhos para descansar.

Cynthia sussurrou:

— Anselmo, obrigada por fornecer recursos médicos tão bons para minha mãe.

O homem abriu os olhos lentamente, sem virar a cabeça para olhá-la.

— É o meu dever.

Cynthia abriu a boca para dizer mais alguma coisa, mas não sabia o quê.

O silêncio se espalhou entre eles, preenchido apenas pelo som de suas respirações.

As poucas palavras do homem foram como uma pequena pedra caindo suavemente no lago do coração de Cynthia, criando ondulações finas, uma após a outra.

Cynthia virou a cabeça ligeiramente para olhá-lo. O rosto de Anselmo estava impassível, como se ele fosse um mero espectador.

Ele não tinha admitido antes que não namorava há anos porque ainda pensava em seu primeiro amor? Por que agora ele dizia que não estava preso a Luciana?

Será que seu primeiro amor era outra pessoa?

Os pensamentos de Cynthia estavam um pouco confusos, e ela não sabia o que dizer, apenas murmurou um "hum" suave.

Anselmo não disse mais nada.

O carro andou por mais de dez minutos e parou em frente a um restaurante privativo com uma decoração clássica e elegante.

Na primeira refeição em Horizonte Azul, Anselmo levou Cynthia para provar a culinária local.

O salão privativo, decorado com elegância rústica, exibia pinturas a tinta de artistas renomados, e sombras de bambu dançavam do lado de fora das janelas de treliça.

Os dois sentaram-se frente a frente.

Era a primeira vez que Cynthia jantava sozinha com Anselmo.

Anselmo empurrou o menu para Cynthia e recomendou alguns dos pratos principais da casa.

Cynthia escolheu dois deles, e Anselmo pediu o resto.

Eles pediram três pratos de carne, um de vegetais e uma sopa.

A comida era excelente. As carnes eram suculentas e não gordurosas, e os vegetais, frescos e crocantes.

Ambos tinham boas maneiras à mesa e ninguém falou durante a refeição.

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