Às sete da noite, Cynthia chegou pontualmente ao portão da universidade.
Ao ver o familiar Toyota, Cynthia caminhou em sua direção.
Victor abriu a porta para ela.
— Srta. Laginha, por favor.
O banco de trás estava vazio. Victor explicou:
— O Sr. Machado está esperando mais à frente. Vou levá-la até ele primeiro.
Cynthia assentiu e entrou no carro.
No caminho, Cynthia pensou um pouco e finalmente perguntou:
— Victor, no dia do casamento, foi Anselmo quem pediu para você vir me buscar neste carro?
— Sim, o Sr. Machado pediu especificamente para usar o meu carro naquele dia. — Victor sorriu, um pouco sem graça. — Normalmente, o Sr. Machado usa seus próprios carros. O meu é muito simples, e eu fiquei um pouco apreensivo na hora, com medo de que ele não se sentisse confortável.
Cynthia perguntou:
— E ele disse por quê?
— Não disse, e eu não ousei perguntar.
Parecia que seu palpite estava correto. Foi Anselmo quem pediu especificamente a Victor para usar aquele carro.
Quanto ao motivo, apenas o próprio Anselmo sabia.
O carro andou por cinco minutos e parou em um estacionamento ao ar livre.
— Srta. Laginha, vou levá-la até o Sr. Machado. — Victor abriu a porta do carro.
— Certo. — Cynthia desceu.
Não muito longe, estava estacionado um familiar Maybach.
Victor explicou:
— O carro do Sr. Machado está ali. Ele me pediu para levá-la até lá.
Cynthia assentiu e disse educadamente:
— Certo, obrigada pelo incômodo.
Desta vez, ele novamente pediu a Victor que a buscasse em seu carro, fazendo uma troca de veículos no meio do caminho.
Este lugar ficava a uma certa distância da Universidade do Porto do Sopro Solar. Entrando no carro de Anselmo aqui, ela não seria vista por seus colegas.
A suspeita no coração de Cynthia se confirmou ainda mais.
De qualquer forma, sua família era de Horizonte Azul, e ele estava estudando na Universidade do Porto do Sopro Solar, a milhares de quilômetros de distância, onde ninguém o conhecia.
Para que seus amigos do círculo social cooperassem com ele, Yadson até lhes enviou grandes presentes em dinheiro.
No começo, ele não estava acostumado a fingir ser pobre. Depois de alguns dias, ele precisava encontrar um lugar onde ninguém o conhecesse para se soltar um pouco.
Mais tarde, ele conheceu Cynthia. Para conquistá-la, ele a acompanhava nas aulas todos os dias e, nos fins de semana, fazia trabalhos de meio período, então não tinha muitas oportunidades para extravagâncias. Com o tempo, ele se acostumou.
Agora que Carolina havia voltado, ela o procurou, e ele, naturalmente, não recusou.
Ele apenas ainda não havia concordado em reatar com Carolina.
No início, Yadson pensou em terminar com Cynthia quando se cansasse dela e voltar com Carolina.
Mas quanto mais tempo passava com Cynthia, mais ele gostava dela.
Ninguém nunca havia tricotado um cachecol ou um suéter para ele. Ninguém nunca havia feito três trabalhos de meio período para que ele vivesse melhor. Ninguém nunca havia saído sob uma chuva torrencial para comprar remédios para ele quando estava doente.
E, mais importante, ninguém estava com ele por outra razão que não fosse seu status como filho da família Fernandes.
Ela era a única garota que não estava interessada em seu dinheiro, que gostava dele de verdade.
Yadson não queria mais terminar.
Ele queria ficar com Cynthia para sempre.

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