— Os projetos da família Cordeiro não irão para frente. — Ao dizer isso, a aura de opressão que emanava de Anselmo surpreendeu Cynthia.
Ele era geralmente tão gentil e atencioso com ela, que ela quase se esqueceu que Anselmo era o "Iceberg".
Cynthia sorriu docemente, sentindo uma vontade súbita de ser mimada. Ela sussurrou com uma voz deliberadamente adocicada:
— Obrigada por me defender, querido.
Anselmo era muito suscetível a isso.
Especialmente a palavra "querido", que derreteu seu coração.
O olhar do homem se aprofundou, sua garganta se moveu, e ele se inclinou para sussurrar em seu ouvido, com a voz rouca:
— Agradeça-me direito em casa esta noite.
— ... — Um rubor subiu pelas bochechas de Cynthia.
As imagens da noite anterior na varanda vieram à sua mente, como um filme se desenrolando.
Um filme do tipo que não se pode descrever.
A sensação foi tão excitante que só de pensar, ela sentia todo o corpo esquentar.
Pare.
No que ela estava pensando? Agora não era hora de relembrar aquilo.
— Cof, cof... — Cynthia deu sua tosse tática novamente. — Sabe... estou um pouco cansada. Que tal deixarmos para lá esta noite?
Anselmo sussurrou em seu ouvido, com uma voz que só os dois podiam ouvir:
— Você não precisa se mover.
— ... — O rosto de Cynthia ficou tão vermelho que parecia que ia pingar sangue.
Como ela não havia percebido antes que Anselmo tinha esse lado tão reservado e intenso?

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