Nos últimos dias, Cynthia passou várias horas bordando um painel de peônias para a avó de Anselmo, e finalmente o terminou dois dias antes da festa de aniversário.
No dia anterior ao octogésimo aniversário da avó, Anselmo e Cynthia voltaram para Porto do Sopro Solar.
Na sala de espera do aeroporto, Cynthia falava ao telefone com Bruna, enquanto Anselmo, ao lado, cuidava de alguns assuntos de trabalho.
— À tarde, eu e o Raulino vamos buscar vocês no aeroporto. — Disse Bruna, com a voz cheia de alegria.
— Ótimo. — Cynthia sorriu. — Como estão as coisas entre você e ele ultimamente?
— Estamos muito bem. — O tom de Bruna era doce e afetuoso, deixando claro o quão feliz ela estava.
Cynthia ficou sinceramente feliz por ela.
— Faz alguns anos que não vejo o Raulino. Ele mudou muito?
— Ele não mudou muito, continua bonito como sempre.
Raulino era o galã da turma deles.
No ensino médio, ele já tinha um metro e oitenta e cinco, pele clara, cabelo desfiado, e até o uniforme feio do Colégio Pioneiro ficava incrivelmente bem nele.
Após o embarque, Cynthia colocou o celular em modo avião, e Anselmo finalmente terminou seu trabalho, podendo descansar um pouco.
— Estou um pouco nervosa. — Cynthia disse a Anselmo. — Amanhã, vou conhecer toda a sua família no aniversário da sua avó.
Miguel Machado e Gabriela Marques também chegariam a Porto do Sopro Solar hoje.
No entanto, ela e Anselmo chegariam por volta das seis da tarde, enquanto Miguel e Gabriela, em um voo internacional, só chegariam por volta das onze da noite.
Cynthia sabia quem eram os membros da família Machado; Anselmo já havia lhe contado.
O pai de Anselmo, Miguel, era o filho mais velho da família Machado.
O tio de Anselmo, Cássio Machado, tinha dois filhos.

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