Às seis e meia da tarde, Cynthia apareceu na entrada do edifício do Grupo Machado, carregando um recipiente térmico.
A recepcionista do primeiro andar era a mesma de antes.
Ao vê-la, a recepcionista sorriu levemente e a cumprimentou:
— Boa tarde, senhora.
Cynthia lembrava-se de que, no dia em que o escândalo estourou, quando ela veio à empresa procurar por Anselmo, essa mesma recepcionista mão queria olhar para ela, e seu olhar era carregado de fofoca e desprezo.
Agora que Anselmo havia retornado e esclarecido tudo pessoalmente, a recepcionista, sendo uma oportunista, lembrou-se de chamá-la de "senhora".
Cynthia foi muito fria, não respondeu ao cumprimento e se dirigiu diretamente para os elevadores.
Ela abaixou a cabeça e mandou uma mensagem para Anselmo.
[Estou aqui embaixo.]
Anselmo recebeu a mensagem enquanto estava em uma reunião.
Com o lançamento do produto se aproximando, os últimos dias foram muito corridos, e hoje todos na empresa estavam fazendo hora extra.
Anselmo fez um gesto.
— Intervalo de quarenta minutos, vão jantar primeiro.
Depois de dizer isso, ele se levantou e saiu.
Ao vê-lo sair, Luciana apressou-se em segui-lo.
— Anselmo, vamos jantar juntos?
Anselmo continuou andando, sem sequer olhar para ela.
— Não.
— Onde você vai? — Luciana perguntou novamente.
Anselmo inicialmente não queria responder, mas ao pensar em Cynthia vindo trazer o jantar para ele, não pôde deixar de querer se exibir.
— Minha esposa veio me trazer o jantar. Vou descer para encontrá-la.
Ao falar de Cynthia, a voz de Anselmo suavizou-se inconscientemente.
Luciana parou de repente, o sorriso em seu rosto desaparecendo instantaneamente.
Enquanto ela estava atônita, Anselmo já havia se distanciado.
Anselmo respondeu à mensagem de Cynthia.
[Espere por mim aí embaixo, vou descer para te buscar.]
[Ok.]
A porta do elevador privativo do presidente se abriu, e um homem de terno saiu.
— Cynthia.

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