Quando chegou em casa na noite anterior, ele estava deprimido e, quebrando seu hábito, fumou.
Como Cynthia não gostava do cheiro de cigarro, ele normalmente não fumava.
A última vez que fumara fora pouco depois da chegada de Cynthia a Horizonte Azul, na noite em que Yadson a encontrou para uma conversa.
Na noite passada, ele esperou por ela em casa, acendendo um cigarro atrás do outro. A espera foi uma tortura.
A frustração crescia em seu peito, deixando-o sufocado.
Ele sempre fora um homem calmo e racional; poucas pessoas conseguiam abalar suas emoções, exceto Cynthia.
Qualquer coisa relacionada a ela, por menor que fosse, podia afetar seu humor com facilidade.
Depois de uma longa espera, ela finalmente chegou em casa.
Ele perguntou onde ela tinha estado.
Ela apenas disse que tinha ido tomar um café com um amigo.
Ah, um amigo.
Ele não insistiu em perguntar qual amigo.
Ela não queria dizer, e ele não a forçaria, evitando uma cena desagradável.
Na noite anterior, ele descarregou toda a sua raiva e ciúme nela, segurando sua cintura com força, possuindo-a repetidas vezes.
Como ele poderia ter coragem de culpá-la?
Mesmo com o coração apertado, ele só a puniria daquela maneira.
Anselmo pensou que o assunto estava encerrado, mas não esperava que Cynthia tomasse a iniciativa de explicar.
Parecia que ela havia entendido que, entre um casal, o mais importante era a honestidade e a confiança.
De excelente humor, Anselmo respondeu: [Eu acredito em você.]
— Sr. Machado, más notícias! Aconteceu uma coisa! — Exclamou Victor, que estava ao seu lado.

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