Depois de lidar com os convidados que vieram cumprimentá-los, Cynthia foi ao banheiro.
Finalmente, um momento para respirar.
Ela estava, na verdade, muito nervosa.
Era a primeira vez que seu relacionamento era tornado público, e ela temia não se comportar bem e envergonhar Anselmo.
Felizmente, ela não demonstrou nervosismo hoje.
Cynthia retocava a maquiagem em frente ao espelho.
A porta de uma das cabines do banheiro se abriu, e uma pessoa conhecida saiu.
Ao ver Cynthia, o rosto de Ariadne mudou imediatamente. Ela a cumprimentou de forma submissa e bajuladora:
— Senhora Machado... Eu... eu agi daquela forma antes porque fui forçada. Por favor, não me culpe.
Cynthia nem sequer olhou para ela, continuando a aplicar o batom lentamente em frente ao espelho.
— Oh? Forçada por quem?
— Patricia. Ela é muito autoritária, a líder do nosso grupinho. Se eu não a agradasse, seria isolada e sofreria bullying no trabalho.
O rosto de Cynthia permaneceu inexpressivo.
Ela não sabia se Patricia estava dizendo a verdade ou apenas tentando culpar outra pessoa.
E também não se importava.
Cynthia respondeu com um sorriso forçado:
— Entendo.
Ariadne estava quase chorando.
— Senhora Machado, por favor, não me culpe. Eu realmente não tive escolha. Não posso perder este emprego. Por favor, não me demita.
No final, a voz de Ariadne já tinha um tom de choro, e seus olhos começaram a ficar vermelhos.
Cynthia sorriu.
— Tudo bem, eu não vou te demitir.
Cynthia saiu do banheiro e caminhou pelo longo corredor.
De repente, seu pulso foi agarrado, e ela foi puxada para dentro da saída de emergência ao lado do corredor.
Cynthia soltou um grito instintivo.
O familiar e leve perfume amadeirado invadiu suas narinas. Cynthia ergueu o olhar e encontrou os olhos profundos de Anselmo, e seu coração finalmente se acalmou.
— O que foi? — perguntou Cynthia.

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