— Um amigo veio me encontrar, e eu almocei com ele. — Respondeu Cynthia.
— Ah, entendi. — Berta não suspeitou de nada.
Mas Lisa lançou um olhar malicioso para Cynthia.
Depois do almoço, todos abriram suas camas dobráveis para a sesta.
A cama de Lisa ficava ao lado da de Cynthia.
Ela se aproximou e sussurrou.
— Você almoçou com seu marido, não foi?
Cynthia respondeu com um "sim" baixo.
— No escritório dele?
— Sim.
— Romance de escritório, que emocionante! — Lisa parecia animada. — Me conta os detalhes do romance de vocês, por favor. Parece até um daqueles livros sobre presidentes autoritários que eu leio.
— Vamos dormir primeiro. Podemos conversar por telefone depois do trabalho.
— Tudo bem, então. Boa sesta.
...
À tarde, perto do final do expediente, Cynthia bateu na porta do escritório de Gerson.
*Toc, toc, toc.*
— Entre.
Cynthia abriu a porta e entrou.
— Sr. Soares.
Gerson ergueu a cabeça, seu rosto bonito e seus traços gentis.
— Em que posso ajudar?
— Eu... — Cynthia se aproximou. — Vim pedir demissão.
— Demissão? — Gerson ficou visivelmente surpreso.
— Sim.
— Você não disse que só pediria demissão no final de próximo mês?
Cynthia já havia dito a Gerson que planejava estudar para um concurso e que pediria demissão no final de junho.
— Os planos mudaram. — Disse Cynthia.
— Por quê?
— Por motivos pessoais. — Cynthia foi vaga.
Gerson ficou em silêncio por um momento, suas belas sobrancelhas se franzindo ligeiramente.

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