Às onze da manhã, os funcionários do escritório da presidência tiveram que ir para uma reunião na sala de conferências do andar de baixo.
O vigésimo andar inteiro estava silencioso.
Às onze e quarenta, uma mensagem de Anselmo chegou.
[Pode subir agora.]
O horário de almoço era ao meio-dia, e Anselmo a estava chamando mais cedo.
Cynthia se levantou para ir.
— Cynthia, aonde você vai? — Perguntou Lisa de repente.
Cynthia lhe lançou um olhar significativo e sussurrou.
— Não vou poder almoçar com você hoje.
Lisa entendeu na hora e, sorrindo, fez um sinal de "OK" com a mão.
— Entendido.
Assim que Cynthia chegou ao hall dos elevadores, encontrou Gerson Soares saindo de um deles.
— Sr. Soares. — Cynthia o cumprimentou com um sorriso.
— Olá. — Gerson assentiu e passou por ela.
Desde o incidente constrangedor da declaração, os dois haviam voltado a uma distância social normal.
Gerson não parecia afetado, e o assunto parecia ter sido encerrado para ele.
Cynthia apertou o botão para subir e esperou o elevador.
Ela não viu Gerson olhar para trás.
Ao vê-la apertar o botão de subir, Gerson franziu a testa ligeiramente, como se estivesse pensando em algo.
Quando Cynthia chegou ao vigésimo andar, achou estranho não ver ninguém.
Onde estavam todos?
Metade do vigésimo andar era o escritório de Anselmo, e a outra metade era a área de trabalho dos secretários e assistentes da presidência.
Das outras vezes que Cynthia esteve ali, a área de trabalho estava um caos, com pessoas ao telefone e digitando freneticamente.
Hoje, não havia uma alma viva.

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