Depois de desligar, Lisa a olhou com curiosidade.
— O que seu marido disse?
Como ainda estavam no térreo da empresa, com colegas passando de vez em quando, Lisa evitou chamá-lo de "Sr. Machado" ou "o presidente da sua empresa", optando por "seu marido" para não chamar atenção.
Cynthia sorriu.
— Ele me convidou para jantar com ele esta noite.
Lisa brincou com um sorriso.
— Uuh, encontro romântico, jantar à luz de velas.
— Não, os amigos dele também estarão lá.
As duas foram conversando e rindo até o estacionamento subterrâneo.
De repente, Cynthia se lembrou de algo e perguntou.
— A propósito, Lisa, o que você disse hoje de manhã sobre ter se mudado é verdade?
— É verdade, sim. Aquele canalha veio me esperar na porta de casa. Fiquei com medo de que ele voltasse a me incomodar, então não me senti mais segura naquele apartamento. Mudei-me para Praia Dourada Residence. Quando tiver uma chance, venha lá em casa.
— Combinado.
Ao dizer isso, Lisa teve um estalo.
— Então é por isso que você não me deixava te levar para casa, nem me convidava para ir à sua casa? Porque você está morando com seu marido?
Cynthia assentiu.
— Sim.
— Com licença pela pergunta, mas seu marido... — Lisa fez uma pausa sutil, com um olhar sugestivo e um sorriso maroto. — A capacidade dele é boa? Vocês já...?
Cynthia não imaginava que Lisa faria uma pergunta tão íntima e de forma tão direta.
Ela corou, sentindo-se envergonhada e um pouco sem graça.
Cynthia não respondeu diretamente à pergunta de Lisa.
Ela empurrou Lisa até o carro dela.
— Ok, tchau, até amanhã!
— Mudando de assunto, né? — Lisa disse, rindo. — Ficou com vergonha? Então parece que é muito bom!
— Já chega, pare com isso. Tchau, tchau! — Cynthia, com o rosto vermelho, virou-se e caminhou em direção ao seu carro.
O motorista, Thiago, já estava esperando no veículo.
Cynthia abriu a porta de trás e entrou, o rosto ainda queimando.

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