— Combinam? — A voz de Anselmo era gélida. — Acho que não.
O homem que havia falado sorriu, sem graça.
Finalmente percebeu que Anselmo não parecia nada feliz.
Nesse exato momento, Luciana se aproximou.
— Anselmo.
Luciana viu Anselmo e Gerson se encarando, e um sorriso brilhou em seus olhos.
Ela olhou para a sala privativa atrás de Gerson, e o sorriso em seus olhos se aprofundou.
— Sr. Soares, o senhor vai se declarar para a Cynthia?
Anselmo ergueu os olhos para encará-la, com um olhar tão gelado que era assustador.
Luciana se calou.
Com tantas pessoas observando, Cynthia sentiu-se terrivelmente constrangida.
Ela abaixou a cabeça e murmurou: "Com licença, tenho um compromisso e preciso ir", virando-se para sair apressadamente.
O olhar de Gerson acompanhou suas costas.
— Sr. Machado, com sua licença.
Dizendo isso, Gerson apressou o passo para alcançá-la.
Observando a cena, um sorriso formou-se nos lábios de Luciana.
Cynthia saiu do restaurante, fez sinal para um táxi e entrou.
— Senhora, para Jardins de Provence, por favor.
O motorista, ouvindo o destino, ficou curioso e não pôde deixar de olhar para trás.
Alguém que morava em um condomínio de luxo daqueles andava de táxi?
— Moça, não posso entrar no condomínio, só posso parar na portaria.
— Sim, eu sei. Pode parar na portaria, está ótimo.
Gerson saiu correndo atrás dela.
Cynthia abaixou o vidro do carro e disse.
— Desculpe, Sr. Soares, acho que há um mal-entendido que preciso esclarecer. Na verdade, eu não sou solteira.
Gerson ficou atônito.
— Eu pensei que...

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