Ao sair da sala de reuniões, Gerson perguntou com uma voz suave.
— Ficou acordada até tarde ontem?
Cynthia hesitou por um momento e respondeu com um "sim" baixo.
Ontem à noite...
As imagens da noite de paixão com Anselmo invadiram sua mente de repente, e um rubor suspeito subiu por seu rosto.
Ela baixou a cabeça, e Gerson não viu seu constrangimento.
Ele sorriu e perguntou.
— Escrevendo sua tese ou estudando para o mestrado?
— Os dois. — Cynthia desconversou.
— Ainda assim, precisa descansar.
— Eu sei, Sr. Soares.
Cynthia foi para sua mesa, pegou o café gelado que estava lá e disse sorrindo.
— Não se preocupe, Sr. Soares. Eu comprei café. O trabalho hoje será feito com a mesma qualidade e quantidade de sempre.
Gerson sorriu.
Parecia que Cynthia interpretou sua preocupação como uma dúvida sobre sua eficiência no trabalho devido à falta de sono.
Frederico estava certo.
Ele era sutil demais.
Cynthia não entendia.
Gerson voltou para seu escritório e abriu uma conversa no celular.
[Você tem alguma bolsa adequada para uma garota na casa dos vinte anos?]
Do outro lado, estava um vendedor de uma loja de luxo em Horizonte Azul.
O vendedor: [Temos sim, Sr. Soares.]
O vendedor enviou algumas fotos.
[Estes são os modelos da nova estação, perfeitos para moças jovens. A última é a nossa edição limitada, projetada especialmente para elas.]
Gerson olhou as fotos, lembrando-se das bolsas que Cynthia costumava usar.
Ela parecia gostar muito de branco e azul claro.
A bolsa da edição limitada era branca, com um relevo floral em um tom entre azul e lilás claro, uma cor vibrante e jovem, perfeita para Cynthia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos Desperdiçados em Troca da Verdadeira Felicidade